Funcionários do Metrô de SP prometem greve em 1º de julho, mesmo dia da greve dos entregadores

Ampla maioria da categoria aprovou greve contra o corte de benefícios e retirada de direitos em meio à pandemia do coronavírus; trabalhadores esperam uma contraproposta do governo

Em assembleia virtual realizada na noite desta quinta-feira (26), funcionários do Metrô de São Paulo filiados ao Sindicato dos Metroviários aprovaram, por ampla maioria, a deflagração de uma greve a partir do dia 1º de julho.

Nesta data, está marcada uma greve nacional dos entregadores de aplicativos, que reivindicam melhores condições de trabalho em maio à pandemia do coronavírus.

Ao todo, mais de 2500 trabalhadores participaram da assembleia, sendo que 90,42% deles votaram a favor da greve.

O motivo da mobilização é o fato do governo do estado, chefiado por João Doria, junto à empresa que administra o metrô, ter decidido, segundo a categoria, cortar direitos e benefícios, e não ter aceitado negociar as mudanças somente após a pandemia do coronavírus.

Entre os pontos decisivos para os trabalhadores optarem pela greve, estão o não reajuste de salários e benefícios, a redução das horas extras de 100% para 50%, o fim do adicional de risco à vida para alguns tipos de funcionários, a redução do adicional noturno de 50% para 20%, entre outros pontos.

Até o dia 1º, data inicialmente marcada para a greve, os metroviários esperam uma contraproposta do governo, que será avaliada em nova assembleia no dia 30 de junho, podendo assim a paralisação ser suspensa.

Confira, abaixo, todas as reivindicações dos trabalhadores do Metrô.

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Ivan Longo

Jornalista, editor de Política, desde 2014 na revista Fórum. Formado pela Faculdade Cásper Líbero (SP). Twitter @ivanlongo_

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