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05 de março de 2020, 18h06

FUP lamenta fechamento da Fafen/PR após greve: “Mais um triste capítulo da política de desindustrialização do país”

Encurralados, os trabalhadores da subsidiária da Petrobras decidiram aceitar acordo proposto pela direção da estatal

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) | Foto: Agência Petrobras

A Federação Única dos Petroleros publicou uma nota na quarta-feira (4) lamentando o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que não pôde ser impedido pela greve dos petroleiros.

A nota foi publicada pela entidade após o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Estado do Paraná (Sindiquímica-PR) anunciar que a proposta da estatal foi aceita em assembleia com os trabalhadores da empresa.

Encurralados com a insistência da Petrobrás em encerrar as atividades da fábrica, os funcionários não viram outra saída senão aceitar o que foi apresentado pela direção da empresa em reunião mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo o sindicato, a assembleia aconteceu com um clima triste, com muitos trabalhadores chorando.

Em nota a FUP considerou que “a decisão faz com que, infelizmente, diante das ameaças de seguir as dispensas sem acordo e impedindo qualquer mínimo avanço, a fábrica de fertilizantes seja fechada e os trabalhadores precisem escolher quais dos dois processos de acordo de demissão, com ou sem quitação dos débitos. Este foi mais um triste capítulo da política de desindustrialização do país e de desmantelamento do Sistema Petrobrás por parte do Governo Bolsonaro”.

“Infelizmente, esta foi uma assembleia muito triste para nossa categoria e muito triste para os petroquímicos. Não foi uma decisão que expressou vontade da maioria da categoria. Viemos com proposta pronta do TST e não foi sob crivo da negociação: foi sob o crivo da ameaça. Nosso próximo passo é orientar os trabalhadores e também cobrar da empresa aquelas propostas de auxiliar na recolocação dos trabalhadores que haviam prometido”, analisou o dirigente do jurídico do Sindiquímica-PR Reginaldo Lopes.


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