Gregorio Duvivier pede liberdade para Rodrigo Pilha, preso após exibir faixa ‘Bolsonaro Genocida’

Ativista completou 18 dias preso nesta segunda-feira; defesa aguarda decisão judicial

O humorista e apresentador Gregório Duvivier usou as redes sociais nesta segunda-feira (5) para pedir a libertação do ativista Rodrigo Pilha, que já completa 18 dias preso. Pilha foi detido no dia 18 de março por estender uma faixa chamando o presidente Jair Bolsonaro de genocida. Em razão de uma condenação anterior por desacato – crime que não prevê restrição de liberdade -, ele foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.

“Liberdade pra Rodrigo Pilha”, escreveu Duvivier em seu perfil no Twitter.

O ativista segue na Papuda, apesar do Ministério Público ter se manifestado a favor da soltura já no dia 20 e enviado parecer à Vara de Execuções Penais no dia 30. O juiz responsável pelo caso ainda não deu sua decisão.

“Considerando-se que se trata de condenações por crimes de natureza comum, sem violência ou grave ameaça à pessoa, cujo regime carcerário é o semiaberto, o Ministério Público manifesta-se pela possibilidade de deferimento, após a comprovação dos requisitos, da prisão domiciliar com monitoração eletrônica”, diz trecho de manifestação do dia 20.

A advogada do ativista, Desirée Gonçalves de Sousa, disse à Fórum que a defesa está aguardando a decisão judicial e está confiante na soltura. “Estamos confiantes que o judiciário cumprirá o seu papel e concederá a liberdade ao Rodrigo”, declarou.

Solta e prende

Pouco depois da soltura de Pilha e outros quatro manifestantes que haviam sido presos pela Polícia Militar com base na Lei de Segurança Nacional (LSN), ele voltou a ser detido ainda na quinta-feira (18). O militante havia sido condenado anteriormente por desacato com uma pena restritiva de direitos, o que o ativista não sabia. A Polícia o teria procurado para intimação, mas não encontrou no endereço na ocasião.

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Lucas Rocha

Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.