Greve no Banco Central: 1200 funcionários aderem à paralisação, diz sindicato

Servidores do Banco Central cobram reajuste que foi cortado pelo governo Bolsonaro

A adesão à greve mobilizada pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) aumentou nesta terça-feira (4). Segundo o Sinal, são 1200 funcionários mobilizados, um número acima do esperado.

Os funcionários do BC entregaram cargos comissionados e anunciaram uma paralisação em razão da ausência de reajuste salarial em 2022. No orçamento elaborado pelo governo Jair Bolsonaro, apenas integrantes da Polícia Federal receberão reajuste este ano. Membros da Receita Federal fizeram protesto similar em dezembro.

Na segunda-feira (3), a lista que circulava dava conta de 1000 adesões. 500 funcionários entregariam cargos comissionados e outros 500 iriam aderir à paralisação.

Nesta terça, 1200 já aderiram um movimento. O contingente representa quase um terço do servidores ativos (3500).

Os números foram revelados pelo presidente do Sinal, Fábio Faiad, em entrevista à jornalista Thaís Barcellos, do Estado de S. Paulo.

“Teremos um documento coletivo com pessoas que vão entregar comissões e substituições eventuais e outra lista de pessoas que não vão assumir em hipótese alguma as comissões para conversar com o presidente Roberto Campos Neto. A ideia é falar que não temos condições de administrar o BC com essa situação de reajuste só para a Polícia Federal e não para o BC”, disse Faiad ao Estadão.

Está previsto para o dia 18 de janeiro um dia de protesto pela Reestruturação da Carreira, com atividades virtuais e uma mobilização em Brasília.

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global