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05 de dezembro de 2019, 16h25

Indígenas reagem à nomeação de fuzileiro naval para comando da Funai no Amazonas

Lideranças prometeram ocupar a sede da fundação e o Aeroporto Internacional de Tabatinga caso a nomeação de Jorge Gerson Baruf não seja cancelada

Foto: Mário Vilela/Funai/Divulgação

A nomeação de Jorge Gerson Baruf para a coordenação regional do Alto Solimões da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Tabatinga (AM), no último dia 27, gerou revolta entre os povos indígenas Tikuna-Maguta e Kokama, que se localizam na região. Se não for revertida a indicação, lideranças prometeram, nesta quinta-feira (5),  fechar o Aeroporto Internacional de Tabatinga “como medida concreta contra o constante desrespeito desse governo em relação aos povos originários do Brasil”.

“Não tem qualquer preparo, capacitação ou formação profissional para atuar na área de promoção e defesa dos direitos indígenas”, foi como as lideranças definiram Baruf, em nota enviada ao Ministério da Justiça, pedindo o imediato cancelamento da portaria que nomeou o diretor.

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Os povos indígenas prometeram ocupar a sede da Funai em Tabatinga, caso a demanda não seja atendida. Afirmaram, ainda, que planejam tomar o aeroporto da região se o pedido não for atendido em um prazo de até sete dias. Segundo as normas da OIT, os indígenas deveriam ser consultados sobre a nomeação.

“Sequer conhecemos o seu posicionamento perante as demandas concretas dos povos indígenas. Os povos indígenas e a Funai não necessitam de pessoas que saibam atirar. Ao contrário, necessitam, de fato, de cabeças pensantes, capazes e preparadas que elaborem e concretizem políticas indigenistas com excelência”, diz ainda a nota, que denuncia o aumento de militares no comando da fundação.

“As Forças Militares de nosso país devem se restringir a cumprir sua função constitucional de patrulhar nossas fronteiras e defender a soberania do país. De outro modo, é como se fosse nomeado um indígena para a comandância do Exército ou da Polícia Federal. Cada qual na sua área de conhecimento e atuação”, afirma o texto.

Com informações do Brasil de Fato


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