Fórumcast, o podcast da Fórum
01 de maio de 2019, 21h54

Manifesto de petroleiros no Dia do Trabalhador exige liberdade para Lula

"A liberdade política de uma liderança operária é essencial para o equilíbrio de uma sociedade", diz manifesto do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SindipetroNF)

Foto: Divulgação

Neste 1º de maio, Dia do Trabalhador, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) realizou, junto aos seus sindicatos espalhados pelo Brasil, atos em suas bases contra o anúncio feito na última semana, pelo atual presidente da Petrobras, sobre a venda de oito refinarias do Sistema.

Além de denunciar o desmonte da estatatal, os petroleiros intensificaram a campanha pela liberdade do ex-presidente Lula. Os Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, por exemplo, amanheceram com uma faixa em referência ao ex-metalúrgico. A iniciativa foi do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SindipetroNF).

De acordo com os trabalhadores,  “a liberdade política de uma liderança operária é essencial para o equilíbrio de uma sociedade”.

Em manifesto, os petroleiros do SindipetroNF alertam para a banalização do trabalho no Brasil, a alta do desemprego, o desmonte do Estado brasileiro e a necessidade que recai sobre a classe trabalhadora de se mobilizar na defesa de uma de suas principais lideranças.

“Podem gostar ou não dele, faz parte. Lula é um grande ator político e, obviamente, não é maior que a classe trabalhadora brasileira. Contudo, é impossível negar que quando ele abre a boca chama os holofotes para si e traz a tona assuntos que os trabalhadores esperam esclarecer e que dificilmente são pautados pela mídia patrocinada pelo mercado”.

Confira a íntegra.

Manifesto: aprisionaram nossa voz e atacaram nossa dignidade

Há tempos o Brasil não presencia um dia comemorativo tão amargo e cruel.

O 1º de Maio de trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, veio antecedido de tragédias desumanas, como o genocídio de trabalhadores da mineração em Brumadinho, promovidos pela empresa de mercado Vale e a morte de jovens trabalhadores no Centro de Treinamento do clube mais popular do país.

A banalização da vida trabalhadora chegou a níveis alarmantes e desumanos, por isso, não há absolutamente nada a se comemorar nesse dia, apesar do muito a se refletir.

Os números que aparecem na grande mídia, são juros altos, cortes profundos e perdões de grandes dívidas. Enquanto o desemprego continua a se espalhar e, com ele, a miséria e a fome, ninguém parece se importar em dizer do que o trabalhador brasileiro vai se alimentar.

Esse primeiro de Maio é, acima de tudo, um grito pelo mínimo de dignidade. Milhares de brasileiros, nesse momento, choram a morte de um familiar, seja pela falta de saúde, pela violência ou por trabalho precário. Não há condições de pensar um país desenvolvendo bons trabalhos carregando o peso de tantas tragédias.

Esse grito sufocado, lembra muito uma outra voz silenciada, a do ex-presidente Lula, uma das maiores lideranças trabalhadoras da história do país.

Podem gostar ou não dele, faz parte. Lula é um grande ator político e, obviamente, não é maior que a classe trabalhadora brasileira. Contudo, é impossível negar que quando ele abre a boca chama os holofotes para si e traz a tona assuntos que os trabalhadores esperam esclarecer e que dificilmente são pautados pela mídia patrocinada pelo mercado.

É necessário, por exemplo, um alguém que diga que corte no orçamento da saúde, por exemplo, desestabiliza milhões de famílias que adoecem. É bom alguém lembrar que políticas pró geração de emprego são possíveis, e não apenas reformas que só retiram direitos ou achatam salários.

Há, entre trabalhadores e trabalhadoras, aqueles que se encontram acuados e temerosos dessa situação tão complicada. Há aqueles que acreditam em partidos ou não, gostam de políticos ou não, votaram em A ou B. Sob qualquer perspectiva, a classe trabalhadora sofre arduamente nos tempos atuais e precisa participar da vida do país, com o poder condizente com o tamanho de quem produz as riquezas do país.

A liberdade política de uma liderança operária é essencial para o equilíbrio de uma sociedade. O paradoxo capital e trabalho é inerente à estrutura política do país, portanto, amordaçar uma figura que dialoga com boa parcela dos trabalhadores e trabalhadoras, principalmente o mais pobres, é, no mínimo, dificultar o princípio básico do contraditório, justamente para quem mais precisa.

Por isso, defender a liberdade de expressão do operário Lula é essencial para contar com uma liderança, dentre outras grandes do país, de alto potencial de mobilização nas ruas e nas redes e , com isso, poder aumentar o coro de vozes prontas para soltar o grito pelo o mínimo de dignidade.

Para isso, com a solidariedade de sempre, seguiremos resistindo, inspirados pela vontade de melhorar as condições dos nossos companheiros e companheiras trabalhadoras. Juntos somos mais fortes.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum