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30 de julho de 2018, 17h02

Militantes anunciam greve de fome pela liberdade de Lula

Seis integrantes de movimentos populares, de diferentes partes do país, começarão nesta terça-feira (31) uma greve de fome que, segundo eles, só terminará quando o STF decidir em favor da liberdade do ex-presidente Lula; protesto tem ainda como objetivo denunciar a volta da miséria no país

Reprodução/Facebook

Em coletiva de imprensa concedida na tarde desta segunda-feira (30) em Brasília (DF), seis militantes de movimentos populares de diferentes partes do país anunciaram que entrarão, a partir das 16h desta terça-feira (31), em greve de fome. O protesto extremo tem como objetivo pressionar os ministros Supremo Tribunal Federal (STF) para que decidam em favor da soltura do ex-presidente Lula e para que o petista possa se candidatar à presidência nas eleições deste ano.

“É uma greve que não tem data para terminar. Não é apenas um jejum de um ou dois dias. Isso implica em uma decisão mais séria, mais grave, e são poucas pessoas que têm coragem de tomar essa decisão”, disse João Pedro Stédile, membro da coordenação da Frente Brasil Popular (FPB), antes de começar a anunciar os grevistas.

A greve de fome, de acordo com Stédile, faz parte de uma agenda de mobilizações dos movimentos populares prevista para agosto. Entre as atividades, está a chegada de uma caravana de movimentos do semiárido que saíram na semana passada de Pernambuco a Curitiba, entre os dias 4 e 5 de agosto, onde tentarão visitar o ex-presidente Lula.

A grande marcha de camponeses tem como objetivo denunciar a volta da fome e da miséria no país. O coordenador da Frente Brasil Popular anunciou ainda um grande ato político em Brasília no dia 15 de agosto, quando o PT registrará a candidatura de Lula à presidência.

Entre os militantes que farão greve de fome, o primeiro a se pronunciar foi Frei Sérgio, que atua junto ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

“A fome está voltando. Por isso a gente hoje toma esse gesto de paz, iniciando uma greve de fome amanhã às 16h. O fim dessa greve de fome caberá aos ministros do STF. E ninguém de nós é suicida, nós amamos a vida e queremos viver. Agora, após alguns dias de jejum, se algo de grave acontecer com um de nós, há culpados e responsáveis”, afirmou, citando o juiz Sérgio Moro e os desembargadores do TRF-4 responsáveis por condenar Lula em segunda instância e aumentar sua pena.

“Mas os principais responsáveis, que são quem tem a caneta na mão, o poder na mão, para evitar o sofrimento do povo, chamam-se Luiz Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de Moraes. Nós responsabilizamos esses seis”, completou, se referindo aos ministros que votaram contra o recurso solicitado pela defesa de Lula no Supremo.

Além de Frei Sérgio, do Movimento de Pequenos Agricultores, encamparão a greve de fome militantes do MST e da Central de Movimentos Populares (CMP).

Jejuns públicos

Além da greve de fome dos seis militantes, João Pedro Stédile anunciou ainda que os movimentos populares incentivarão a população e outros militantes a fazerem, em seus estados, jejuns públicos no próximo dia 4, quando o PT deve oficializar em convenção nacional a candidatura de Lula à presidência. A ideia é que aqueles que aderirem ao jejum entreguem os alimentos que não consumirão naquele dia às famílias mais pobres de suas comunidades em nome de Lula.

Assista, abaixo, à íntegra da coletiva sobre a greve de fome.


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