Movimentos sociais e familiares convocam protestos contra ação da PM em Paraisópolis

"Nossos jovens negros e periféricos são alvo da bala do estado. Não aceitaremos! Não irão nos calar!  Vamos somar força e cobrar esse estado genocida!", diz o grupo Batalha do Paraisópolis, que mobiliza uma marcha

O massacre ocorrido em Paraisópolis neste domingo (1) após ação da Polícia Militar contra um baile funk não será esquecido. Movimentos sociais e familiares das vítimas mortas no episódio estão organizando pelos menos dois protestos nos próximos dias cobrando respostas das autoridades e o fim do genocídio contra a população negra e periférica.

Na terça-feira da próxima semana (10), está prevista uma mobilização na Avenida Paulista que “vai pedir o fim da violência policial da opressão, abuso de poder, quantos jovens são mortos covardemente pelos policias”. “Queremos resposta sobre a morte dos adolescentes mortos na data do dia 01/12/2019 na favela da “PARAISÓPOLIS SP” durante um baile funk. Queremos JUSTIÇA”, diz convocatória do ato que ressalta o caráter pacífico. A concentração está marcada em frente ao MASP.

No sábado seguinte (14), o grupo Batalha do Paraisópolis está convocando uma marcha contra o genocídio da população negra e periférica na região em que os jovens foram mortos. “Dia 14/12 estaremos organizando uma marcha contra o genocídio da nossa população. Contra o racismo do estado!”, diz a convocatória. Ao menos nove jovens foram mortos na madrugada do último domingo.

“Nada justiça interromper a vida de alguém. Nossos jovens negros e periféricos são alvo da bala do estado. Não aceitaremos! Não irão nos calar!  Vamos somar força e cobrar esse estado genocida! Racista! Classistas! Esperamos por vocês”, diz ainda o grupo em postagem.

Em conversa com a Fórum, a Batalha contou que está buscando juntar maior número de coletivos possíveis para a marcha e está em contato direto com os moradores. “Durante essas duas semanas nós estaremos fazendo trabalho de base para divulgar para os moradores o que vai acontecer e deixar claro o que está acontecendo”, disse o grupo, que ainda disse que está em busca de advogados que possam colaborar.

Na noite de domingo, um protesto também percorreu as ruas de Paraisópolis exigindo justiça e paz. Logo após o ato, a Polícia Militar ainda tentou apreender a câmera do fotógrafo Daniel Arroyo, que registrou a mobilização.

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Direto da Redação da Revista Fórum.

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