quarta-feira, 30 set 2020
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Negros são três em cada quatro assassinados pela polícia no Brasil

Em 2020, mais de 3,1 mil brasileiros foram mortos pela polícia, um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano passado

Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Portal G1 em parceira com o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revela que a cada quatro brasileiros assassinados pela polícia, três são negros.

As informaçõe são referentes aos casos de “confronto com civis ou lesões não naturais com intencionalidade”, que envolveriam policiais na ativa. Os pedidos foram encaminhados para as secretarias da Segurança Pública dos estados, com apoio da Lei de Acesso à Informação e das assessorias de imprensa.

No entanto, quase metade dos estados do país não divulga as raças das pessoas mortas pela polícia no primeiro semestre deste ano. E, entre os que divulgam, os dados apresentam falhas, já que mais de 40% dos mortos estão com a raça não informada. Goiás não abriu nenhum dado em relação ao tema para o estudo.

Dez estados não divulgam as mortes em confronto policial por raça, informação que também foi solicitada pelo G1. Além disso, Minas Gerais informa os recortes de raça apenas para as mortes cometidas por policiais civis, e não por policiais militares.

Assim, com Goiás, são 12 os estados que não divulgam as informações raciais de forma completa para o primeiro semestre deste ano.

O relatório apontou que dentre os 898 casos que apresentaram dados mais concretos sobre as raças, 577 são pardos e 101 seriam pretos. Contudo, o IBGE propõe uma classificação feita a partir da soma dos números pardos e pretos. Adaptando os critérios para as medidas do Instituto, 678 das 898 vítimas abordadas pela pesquisa seriam pessoas negras, o que reflete na parcela de 75,5% dos casos de mortes pela polícia.

Com exceção de Goiás, todos os estados informam a quantidade de pessoas mortas pela polícia no primeiro semestre deste ano: mais de 3,1 mil mortos, um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Confira aqui a pesquisa completa do G1.

Redação
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