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13 de agosto de 2019, 22h07

No Rio, 40 mil protestam contra desmonte da educação pública e em defesa da Petrobrás

A soberania nacional entrou em pauta no ato do Rio de Janeiro, que também se mobilizou contra os cortes na educação e o programa Future-se

Foto: Pedro Rocha/CUCA da UNE

No Rio de Janeiro, a manifestação convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) contra os cortes na educação e o programa Future-se se dirigiu até o prédio da Petrobrás e se transformou também em um grande ato em defesa do soberania nacional. Cerca de 40 mil pessoas estiveram presentes na manifestação que ocupou o Centro do Rio nesta terça-feira (13), mesmo com a forte chuva que caiu na capital carioca.

Estudantes, professores, servidores da educação, petroleiros além de trabalhadores de diversas áreas foram para as ruas contra os cortes na educação que já atingiram 25% do orçamento previsto para 2019, contra o programa Future-se, visto como um passo para a privatização das universidades, e também contra o plano de desmonte do patrimônio nacional promovido pelo governo Bolsonaro.

A potência desta última pauta no ato do Rio ficou evidente com uma alteração promovida no “roteiro” do protesto. O tradicional percurso da Canelária até a Cinelândia sofreu um desvio e terminou na sede da Petrobrás, como forma de reivindicar também a defesa da soberania nacional e a destinação dos recursos dos royalties do Pré-Sal para a educação.

O estudante de História da UFRJ, João Pedro Rossi, comemorou a mobilização. “Mesmo com chuva, a gente conseguiu dar na rua uma resposta para esse governo que não tem base social, que não se preocupa com um projeto de país independente e soberano, onde empresas nacionais são sucateadas, onde a universidade pública passa por um processo de corte no orçamento”, declarou. A reitora da UFRJ anunciou que a universidade pode fechar as portar se o “contingenciamento” for mantido.

Faixas de Lula Livre também marcaram presença, além de uma expressiva homenagem a Fernando Santa Cruz, vítima de desaparecimento forçado durante o regime militar.

1,5 milhão nas ruas

Segundo a UNE, 205 cidades, de todos os estados, mais o Distrito Federal, registraram manifestações pela educação. Cerca de 1,5 milhão esteve nas ruas neste dia 13 de agosto. A próxima grande manifestação em defesa da educação já está sendo convocada pela entidade para o dia 7 de setembro.


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