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17 de janeiro de 2020, 16h54

Petroleiros decidem entrar em greve

Paralisação nacional da categoria é motivada pelo fechamento da fábrica de fertilizantes no Paraná, que vai custar cerca de mil empregos, e tem como objetivo fazer frente ao projeto de desmonte da estatal que vem sendo encampado pelo governo Bolsonaro

Foto: Federação Única dos Petroleiros

Após dezenas de atos por todo o Brasil contra o fechamento da da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados (Fafen), no Paraná, trabalhadores da Petrobras decidiram entrar em greve. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), serão realizadas nas próximas semanas assembleias para que a greve nacional seja deflagrada em 1º de fevereiro.

Com o fechamento da fábrica no Paraná, cerca de mil trabalhadores serão demitidos. Com a greve, os petroleiros pretendem defender os empregos na Petrobras e denunciar o projeto de desmonte da estatal que vem sendo promovido pelo governo Bolsonaro.

De acordo com Roni Barbosa, secretário de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e petroleiro,  o governo Bolsonaro quer entregar o patrimônio do povo brasileiro aos estrangeiros, mesmo diante dos lucros da Petrobras. Segundo o dirigente, a Petrobras teve um lucro no ano passado de mais de R$ 15 bilhões e distribuiu lucros aos acionistas de R$ 2 bilhões.

“Eles [governo] se preparem porque o povo brasileiro vai cobrar essa atitude antipatriótica. O nosso país merece muito. Essa empresa é do povo e não de acionistas internacionais que estão levando o nosso dinheiro e seu lucro para fora do país”, afirma.

“As estatais estrangeiras estão expandindo seus negócios, mas não entregam o patrimônio deles. Estão vindo para cá, para investir, mas pode ser que eles não precisem operar essa refinaria e prefiram hibernar, fechar. Estamos todos no mesmo barco, na mesma situação e a hora de reagir é agora”, completa o sindicalista.

Fechamento de fábrica 

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (14) o fechamento da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados (Fafen), no Paraná. A decisão faz parte do processo de encolhimento da estatal que já acontece há mais de dois anos, mas ganhou novo fôlego com o governo do presidente Jair Bolsonaro e as orientações do ministro da Economia, Paulo Guedes. Com o fechamento da Ansa, 396 trabalhadores diretos e mais 600 terceirizados serão demitidos.

“Com a decisão, a empresa dá continuidade à sua estratégia de sair do segmento de fertilizantes e focar em ativos que gerem maior retorno financeiro e estejam mais aderentes ao negócio”, diz a empresa em comunicado.

A decisão, na prática, representa uma “hibernação” da fábrica, na qual a Petrobras tentou vender, mas foi impedida por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Fachin acatou liminar apresentada por sindicatos e entidades de petroleiros que eram contra a venda da Araucária e da Transportadora Associada de Gás (TAG).


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