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21 de março de 2019, 19h26

PM do Paraná cerca Vigília Lula Livre e ameaça prender coordenadores

Com base em uma decisão judicial que proíbe manifestações em espaços públicos, policiais intimidaram militantes e ameaçaram coordenadores de prisão caso não cessem as atividades, que acontecem em um espaço privado; juiz federal Edevaldo de Medeiros, que visitou Lula na prisão e está na vigília, rebateu: "Vão ter que me prender também". Assista

Foto: Eduardo Matysiak

Policiais militares do Paraná cercaram e intimidaram militantes da Vigília Lula Livre, em Curitiba, no final da tarde desta quinta-feira (21).

Instalada nas imediações da sede da Polícia Federal, onde  Lula está preso há quase um ano, a vigília vem travando, desde a prisão do petista, uma batalha judicial para manter suas atividades em apoio ao ex-presidente. Depois de uma série de liminares e audiências de conciliação com lideranças dos moradores das imediações, ficou estabelecido que os militantes não poderiam fazer manifestações na rua e, por isso, a vigília alugou um terreno privado próximo a PF, onde tem realizado suas atividades desde então.

Com base em uma decisão judicial assinada pelo desembargador Fernando Paulino da Silva Wolff Filho, do Tribunal de Justiça do Paraná, a Polícia Militar, então, foi até a vigília e proibiu que os militantes realizassem qualquer tipo de manifestação e o tradicional “Boa noite, presidente Lula”, e ainda ameaçaram prender os coordenadores. A decisão judicial, no entanto, apenas reforça a proibição de manifestações em espaço público, e não cita o terreno privado. Os policiais sequer tinham mandato para entrar no terreno. Confira a íntegra da liminar aqui.

É o que argumentou o juiz federal Edevaldo de Medeiros, que está na vigília e visitou o ex-presidente Lula mais cedo. “A ordem do desembargador é para via pública. E estamos conversando aqui dentro”, disse. Um dos policiais, no entanto, insistiu que a ordem era não deixar acontecer “qualquer tipo de manifestação”. O juiz, então, rebateu: “O senhor vai me prender também? Pois se o pessoal da coordenação fizer o boa noite, eu vou participar, e o senhor vai ter que me prender também”.


Vídeo: Eduardo Matysiak

Outros onze juízes federais que foram a Curitiba prestar apoio a Lula argumentaram junto aos policiais que uma invasão do terreno e proibição de atividades seriam medidas ilegais, configurando abuso de poder.

Daniel Godoy, um dos advogados que acompanha a vigília, informou que já conversou com o desembargador e que “não há nenhuma ordem judicial nenhuma proibindo o boa noite”.

Os policiais deixaram o local por volta das 19h30.


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