Polícia tenta intimidar protesto contra massacre de Paraisópolis

PMs montaram barreiras contra o avanço do protesto e uma grande quantidade de viaturas foi mobilizada para o local

Três dias após a morte de nove jovens por ação da Polícia Militar na favela de Paraisópolis, a PM fez de tudo para tentar impedir o avanço de um protesto de moradores que se dirigia ao Palácio Bandeirantes cobrando justiça na tarde desta quarta-feira (4). A manifestação foi surpreendida com bloqueios e uma grande quantidade de viaturas circulando na região.

“Eu moro próximo a uma delegacia e também de Paraisopolis, não moro no Morumbi mas em um bairro de classe média próximo, e nos quase 2 anos aqui nunca ouvi tanto barulho de polícia da forma que estou ouvindo hoje”, declarou a usuária Fernanda em seu Twitter. “Achei até que algo grave estava acontecendo, mas quando me dei por conta o ‘grave’ que está chamando tanta PM, que passa rasgando pelas ruas do bairro, é na verdade o protesto que está tendo em Paraisópolis”, acrescentou.

A internauta Gabriela Cornelio também usou o Twitter para comentar o excesso de viaturas que tentavam intimidar os manifestantes. “A quantidade de viatura da polícia que passou na Francisco Morato a milhão para o protesto que os moradores de Paraisópolis estão fazendo no Palácio dos Bandeirantes, não tá escrito”, relatou.

Há relatos também que a PM tentou impedir que o protesto avançasse com direção ao Palácio Bandeirantes. Um cerco foi montado pelos policiais, que diziam que apenas permitiriam que “uma comissão” se manifestasse em frente à sede do governo.

“Comandante da operação que acompanha o ato, o capitão da PM Rafael Henrique Telhada, o Telhadinha, impediu que protesto chegue até Palácio dos Bandeirantes. Ele diz que PM só vai liberar uma comissão para seguir até sede do governo”, relatou o Ponte Jornalismo pelo Twitter.

Secretaria de Segurança Pública

Apesar do cerco contra o protesto em Paraisópolis, a Coalizão Negra por Direitos foi até a Secretaria de Segurança Pública de SP contra “política genocida e racista” do governo. Os manifestantes acenderam velas e jogaram tinta vermelha em agentes que fechavam a entrada do prédio.

Manifestantes jogaram tinta vermelha em policiais que escoltavam prédio da Secretaria de Segurança Pública | Foto: Sérgio Silva/Ponte Jornalismo

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