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13 de agosto de 2019, 21h10

São Paulo leva 100 mil para rua contra Future-se e cortes na Educação

Estudantes e professores foram à Paulista protestar contra os cortes de 25% do orçamento previsto para 2019 na Educação e o programa Future-se, considerado um passo para a privatização do ensino público

Foto: Mídia Ninja

A terceira tsunami da educação promovida pela União Nacional dos Estudantes junto de entidades de servidores e professores, levou cerca de 100 mil pessoas para a Avenida Paulista nesta terça-feira (13) em ato mobilizado contra o corte orçamentário na educação, promovido pelo governo Bolsonaro, e contra o programa Future-se, lançado pelo ministro Abraham Weintraub.

Muitas faixas foram vistas reivindicando a defesa de um ensino público de qualidade, criticando os cortes e a precarização promovidos pelo governo. O programa Future-se, uma das pautas da convocatória, também foi bastante criticado. A UNE acredita que esse projeto vai culminar na privatização das universidades públicas brasileiras

Além disso, foram feitas muitas menções a Fernando Santa Cruz, vítima de desaparecimento forçado durante a ditadura militar e alvo de Bolsonaro por ser pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, com várias faixas contra o regime militar. O presidente da União Nacional dos Estudantes, Iago Montalvão, usou uma camisa com o rosto do desaparecido durante a manifestação.

No ato, Montalvão criticou o governo e disse que o Future-se “não vai passar”. “Bolsonaro escolheu a educação, os estudantes, como seus inimigos. Porque eles sabem que são os estudantes que têm capacidade de elaborar o pensamento critico, e não aceitam os desmandos desse governo. O Brasil é nosso, eles não vão tirar de nós. Aqui estão os verdadeiros brasileiros, e lá os inimigos do povo que querem acabar com nossas riquezas e universidades”, disse ele na concentração.

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Críticas à reforma da previdência e faixas de Lula Livre e Marielle Presente também marcaram presença na Avenida Paulista. Em entrevistas feitas pela repórter Luisa Fragão e publicadas no Twitter da Fórum, estudantes e trabalhadores ressaltaram a relação entre as pautas e a necessidade de uma união nas lutas. Confira:

 

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