Senadora do PSL pede fim de “racismo contra brancos” durante sessão

Deputado Paulo Teixeira (PT-SP) recomendou que Soraya Thronicke leia livro que retrata crueldade praticada contra negros para aprender significado da palavra “racismo”

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) disse nesta quarta-feira (10), durante sessão do Senado, que “racismo e xenofobia contra brancos e asiáticos” não “podem ser aceitos”.

A declaração foi dada durante a votação do projeto que confirmou adesão do Brasil à Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância.

Soraya foi orientar a bancada do PSL na casa – formada por ela e por Major Olímpio, de São Paulo – sobre como votar.

De acordo com o jornal O Globo, ela disse: “O PSL obviamente orienta ‘sim’ e lembra que é contra toda e qualquer forma de intolerância, lembrando também que não podemos aceitar racismo nem xenofobia contra brancos e asiáticos, enfim, etc., etc., etc. Hoje o que nós mais temos visto nas redes sociais… Parece que as pessoas ganham um outro caráter quando estão em frente a um computador ou teclando num celular, abusam do direito de liberdade de expressão”.

A fala repercutiu. Nesta quinta-feira (11), o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), recomendou, pelo Twitter, que a senadora leia o livro “Escravidão”, de Laurentino Gomes. O parlamentar afirmou que a obra “retrata a crueldade praticada contra os negros”. Para ele, a leitura pode fazeê-la “aprender o verdadeiro significado da palavra ‘racismo’”.

Racismo reverso

Nesta semana, o deputado estadual Anderson Moraes (PSL) apresentou uma notícia-crime contra Lumena, participante do BBB21, na Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Isso porque, a seu ver, a “sister” teria praticado racismo reverso ao chamar Carla Diaz de “desbotada”.

A ação do parlamentar foi motivada pela Prova do Anjo, realizada no último sábado (6). Depois da disputa, Lumena afirmou que Carla Diaz é “sem melanina”, “desbotada” e tem “olho de boneca assassina”.

Para o deputado, a fala de Lumena é uma “ofensa generalizada à raça branca”.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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