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29 de maio de 2018, 21h27

TST proíbe greve dos petroleiros e promete multa de R$500 mil por dia

Tribunal Superior do Trabalho declarou a greve, marcada para começar nesta quarta-feira (30), como ilegal; objetivo da categoria, com a paralisação, é exigir a redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis através da mudança da política de preços da Petrobras. Mesmo com a decisão, petroleiros devem manter a greve

Foto: FUP

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu, na noite desta terça-feira (29), declarar ilegal a greve marcada pela categoria dos petroleiros para começar nesta quarta-feira (30). A paralisação, convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), teria duração de 72 horas e tem como objetivo pressionar o governo a reduzir preços do gás de cozinha e dos combustíveis, através de mudanças imediatas na política de reajuste de derivados da Petrobras, com retomada da produção das refinarias a plena carga e o fim das importações de derivados.

A declaração de ilegalidade da greve foi comunicada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

“A AGU informa que o Tribunal Superior do Trabalho acaba de atender a pedido de declaração de ilegalidade da greve dos petroleiros, marcada para iniciar nesta quarta-feira”, diz o comunicado.

A FUP ainda não divulgou um posicionamento oficial quanto à decisão do TST de declarar a greve ilegal. Fontes da Fórum na entidade, no entanto, afirmaram à reportagem que, a princípio, a ideia é manter a paralisação, já que consideram a decisão do TST “autoritária”, tendo em vista que o movimento grevista de caminhoneiros foi, recentemente, recebido pelo governo para negociações.

Seminário

A Federação Única dos Petroleiros articulou, para esta quarta-feira (30), primeiro dia de greve, um seminário com blogueiros e jornalistas para esclarecer à população os objetivos da paralisação e explicar de que forma é possível reduzir o preço do gás de cozinha e da gasolina através de uma mudança na política de preços da Petrobras que, na gestão de Pedro Parente, é atrelada ao preço do mercado internacional. O seminário também tem como objetivo denunciar o que consideram um desmonte na estatal desde que Michel Temer assumiu a presidência. Saiba mais aqui.

Greve não causará desabastecimento

Em nota divulgada mais cedo, a FUP esclareceu que a greve marcada para quarta-feira (30) não causará desabastecimento.

“Os tanques das refinarias estão abarrotados de derivados de petróleo, em função dos protestos dos caminhoneiros. Os responsáveis pelo caos que tomou conta do país têm nome e sobrenome: Michel Temer e Pedro Parente. A nossa greve é para defender o Brasil, é para que os brasileiros paguem um preço justo pelo gás de cozinha e pelos combustíveis”, disse o coordenador geral entidade, José Maria Rangel.

 


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