PF mantém Rodrigo Pilha preso em Brasília

Militante foi detido após estender faixa chamando Bolsonaro de genocida, chegou a ser liberado, mas teve soltura revertida

Pouco depois da soltura de Rodrigo Pilha e outros quatro manifestantes que haviam sido presos com base na Lei de Segurança Nacional (LSN) após estenderem uma faixa contra o presidente Jair Bolsonaro com a palavra “genocida” escrita, Pilha voltou a ser detido na tarde desta quinta-feira (18).

Segundo informações recebidas pela Fórum, a Polícia Federal decidiu manter Pilha preso logo após a soltura dele e dos demais militantes que foram detidos pela Polícia Militar pela manhã.

O deputado federal Alencar Santana Braga (PT-SP), que acompanhou o caso durante todo o dia junto a outros parlamentares do PT, confirmou a situação e disse que a PF usou uma condenação antiga por desacato para manter o militante preso.

O parlamentar explicou à Fórum que Pilha havia sido condenado por desacato com uma pena restritiva de direitos, o que o ativista não sabia. Segundo Alencar, Pilha não foi encontrado na época em razão de uma mudança de endereço. Com isso, o juiz do caso decidiu transformar em uma pena de restrição de liberdade (detenção).

Advogados que atuam na causa acreditam que conseguirão a liberação apenas na sexta-feira (19). “Acreditamos que conseguiremos uma ordem de soltura o mais breve possível”, afirmou Santana.

Atualização às 19h

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

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