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05 de junho de 2019, 17h27

MP-RJ denuncia Romário por atropelar motociclista e fraudar acidente em 2017

A responsabilidade pelo caso foi assumida por Marcelo Wagner, amigo e assessor parlamentar do ex-jogador, versão desmentida por uma testemunha

Foto: Roque de Sá/Agência Senado.
Romário, senador pelo Podemos-RJ e ex-jogador de futebol, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). A acusação é que ele adulterou a cena de um acidente de trânsito, que teve como consequência uma pessoa ferida. A ação é crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro. Romário, de acordo com a acusação, avançou um sinal e atropelou um motociclista na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. No entanto, a responsabilidade pelo acidente foi assumida por Marcelo Wagner, amigo e assessor parlamentar do ex-jogador. A ocorrência aconteceu em dezembro de 2017, o que piora a situação de...

Romário, senador pelo Podemos-RJ e ex-jogador de futebol, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). A acusação é que ele adulterou a cena de um acidente de trânsito, que teve como consequência uma pessoa ferida.

A ação é crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro. Romário, de acordo com a acusação, avançou um sinal e atropelou um motociclista na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. No entanto, a responsabilidade pelo acidente foi assumida por Marcelo Wagner, amigo e assessor parlamentar do ex-jogador.

A ocorrência aconteceu em dezembro de 2017, o que piora a situação de Romário, que estava com sua carteira de habilitação suspensa.

Na próxima semana, haverá uma audiência no IX Juizado Especial Criminal do Rio e, caso a denúncia seja aceita, Romário vai se tornar réu. Para não ser processado também por lesão corporal culposa, o parlamentar fez acordo com a vítima, Ernesto Cavalcante, que vai receber R$ 50 mil.

Conforme a denúncia do MP, Romário aguardava o motociclista ser socorrido quando Marcelo Wagner apareceu no local, antes de a Polícia Militar. O assessor, conhecido como Marcelo Tocão, declarou aos policiais que estava dirigindo, versão confirmada pelo senador.

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Testemunha

Contudo, a história foi desmentida por uma testemunha que viu a cena e disse que o motorista era Romário.

A denúncia diz que “ambos (Romário e o assessor) dissimularam a dinâmica do acidente. O denunciado (Romário) cometeu o crime para facilitar ou assegurar a impunidade de outro crime”. A lei prevê detenção de seis meses a um ano, ou multa.

No ato do acidente, Romário dirigia, conforme o MP, um Porsche Macan, registrado em nome de Zoraidi Faria, sua irmã. Em 2018, este mesmo veículo, avaliado em R$ 350 mil, foi apreendido para ir a leilão e abater dívidas do ex-jogador.

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