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07 de fevereiro de 2019, 08h55

MPF pede explicações à UniRio sobre “subversivos” de esquerda que querem atacar “soberania nacional”

Procurador Ricardo Martins Baptista atendeu a uma denúncia anônima que cita alunas ligadas a movimentos feministas e estudantes que usaram fotos em redes sociais em apoio a Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018. Todos eles tiveram fotos e dados pessoais colocados no documento

UniRio foi alvo de repressão e censura nas eleições 2018 (Reprodução/Twitter)
O Ministério Público Federal do Rio (MPF) pediu explicações ao reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) sobre uma denúncia anônima recebida pelo órgão que diz que “com o resultado não muito favorável para a esquerda”, um grupo passou a querer atacar a “soberania nacional” na universidade. As informações são do Portal G1. Relembre: UniRio foi uma das universidades alvo de ações de censura e repressão às vésperas das eleições No documento, o estudante não dá nome ao grupo e só os chama de “subversivos”. Ele cita ainda participação de alunas ligadas a movimentos feministas e estudantes...

O Ministério Público Federal do Rio (MPF) pediu explicações ao reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) sobre uma denúncia anônima recebida pelo órgão que diz que “com o resultado não muito favorável para a esquerda”, um grupo passou a querer atacar a “soberania nacional” na universidade. As informações são do Portal G1.

Relembre: UniRio foi uma das universidades alvo de ações de censura e repressão às vésperas das eleições

No documento, o estudante não dá nome ao grupo e só os chama de “subversivos”. Ele cita ainda participação de alunas ligadas a movimentos feministas e estudantes que usaram fotos em redes sociais em apoio ao candidato Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018. Todos eles tiveram fotos e dados pessoais colocados no documento.

Segundo ele, alguns usam na fotos inscrições como “Se fere minha existência, serei resistência” e “Sometimes Antisocial, Always Antifascist” (Às vezes antissocial, sempre antifascista”). No documento, os estudantes, quase todos do curso de Ciência Política, também são chamados de “vagabundos”.

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O procurador do MPF Ricardo Martins Baptista pede informações à universidade a respeito das atividades dos alunos e professores que estão na denúncia.

A UniRio confirmou ao G1 que “a NF [Notícia de Fato] procede na medida de uma representação sigilosa por meio da Procuradoria da República RJ – Criminal e as diligências, em caráter reservado, foram requeridas à unidade acadêmica.”

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