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16 de fevereiro de 2019, 12h12

Mulher que ajudou donos da Globo a se livrarem de processo por sonegação é presa no Rio

Em 2007, Cristina Maris Ribeiro da Silva desapareceu com os três volumes do processo contra a emissora que estavam na Delegacia da Receita Federal

Foto: Divulgação/Rede Globo
Por Joaquim de Carvalho, no DCM A Divisão de Captura da Polícia Civil do Rio de Janeiro postou em sua página no Facebook a foto de uma mulher de costas com vestido de oncinha, e registrou que se trata de uma condenada por inserir dados falsos em sistema de informação (artigo 313-A do Código Penal). Seria apenas mais registro de rotina — prisão de uma condenada pela Justiça — não fosse a mulher a detentora de segredos que podem abalar a Rede Globo. A presa é Cristina Maris Ribeiro da Silva, que também assina Cristina Maris Meinick Ribeiro, a mulher...

Por Joaquim de Carvalho, no DCM

A Divisão de Captura da Polícia Civil do Rio de Janeiro postou em sua página no Facebook a foto de uma mulher de costas com vestido de oncinha, e registrou que se trata de uma condenada por inserir dados falsos em sistema de informação (artigo 313-A do Código Penal).

Seria apenas mais registro de rotina — prisão de uma condenada pela Justiça — não fosse a mulher a detentora de segredos que podem abalar a Rede Globo. A presa é Cristina Maris Ribeiro da Silva, que também assina Cristina Maris Meinick Ribeiro, a mulher que deu sumiço no processo da Receita Federal em que os donos da Globo são denunciados por sonegação fiscal.

O crime é de doze anos atrás, e ela chegou a permanecer presa na época por três meses, mas foi colocada em liberdade através de um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes. Se o processo não tivesse desaparecido, a denúncia seria encaminhada à Procuradoria da República, à qual caberia a iniciativa de pedir a abertura de processo criminal. Cristina impediu que isso acontecesse quando, no dia 2 de janeiro de 2007, interrompeu suas férias para ir à delegacia da Receita Federal onde estava o processo.

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Ela levava uma bolsa vazia quando entrou e, ao sair, a bolsa estava cheia, conforme registraram as câmeras de segurança. Cristina levava na bagagem os três volumes do processo. Denunciada, respondeu a uma sindicância e, mais tarde, por ordem da Justiça, foi presa preventivamente. Solta, voltou a morar no apartamento de um andar, na avenida Atlântica, em Copacabana, avaliado em 4 milhões de reais.

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