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19 de junho de 2018, 18h55

Brasileiro em vídeo machista na Rússia pede desculpa, mas se surpreende com reação

Luciano Gil é engenheiro e já foi acusado de improbidade administrativa e foi preso em operação da Polícia Federal por desvio de dinheiro público no Piauí

Mais um brasileiro foi identificado no vídeo machista gravado na Rússia, que provocou indignação geral. O engenheiro Luciano Gil Mendes Coelho, que nasceu em Jaicós, a 364 km de Teresina, no Piauí, reconheceu que houve exagero dos homens que assediaram uma mulher estrangeira e a fizeram repetir palavras chulas em referência ao órgão sexual feminino.

Em reportagem de Adriano Wilkson, do UOL, Luciano afirma que é casado, tem filha e que nunca agrediu nenhuma mulher. Disse, ainda, que não conhecia nenhum dos outros homens que aparecem no vídeo e que se encontrou com eles em um “clima de festa e carnaval”. “Somos pais de família, trabalhadores e vocês estão acabando com a vida da gente… Quem está brincando carnaval exagera um pouquinho na bebida e às vezes passa do ponto. Peço desculpas às mulheres que possam ter se sentido ofendidas, mas estão transformando um copo d’água em uma tempestade”, relata ele, que é dono de uma empresa de engenharia civil no Piauí.

Luciano ainda acha que há exagero nas reações: “No Brasil estamos com problema de educação, saúde, corrupção e vão fazer isso com a gente. Estão instigando os russos contra nós. Até agora eles foram muito solícitos, principalmente as russas. Carinhosas, afetivas. Os brasileiros estão instigando a violência aqui”.

Preso pela PF

Segundo apuração de Nathalia Amaral e Nayara Felizardo, do Portal O Dia, do Piauí, o empresário já foi preso pela Polícia Federal, na Operação Paradise, que tinha como intuito desarticular um esquema de desvio de dinheiro público, por intermédio de fraude em licitações na prefeitura de Araripina, Estado do Pernambuco, em maio de 2015.

A PF informou à época ter descoberto um acordo firmado entre os licitantes para fraudar licitações. Foi observada, ainda, a concessão de descontos padrões nas ofertas realizadas, “típico de quem não está realmente disputando a licitação”, segundo a PF. Ainda segundo a polícia, não era o grupo vencedor que executava a obra, mas as empresas de parentes de algum político do município. A investigação apontou ainda o pagamento pela prestação de serviços que não eram executados.

Além do engenheiro do Piauí, mais dois brasileiros já foram identificados no vídeo: o advogado Diego Valença Jatobá e o tenente da Polícia Militar de Santa Catarina, Eduardo Nunes.


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