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16 de dezembro de 2017, 16h51

Conquista das mulheres: Um ano depois, chacina de Campinas com 12 mortes é tipificada como feminicídio

Nove mulheres foram assassinadas na virada do último réveillon na cidade de Campinas em uma chacina seguida de suicídio que chocou o país. Quase um ano depois, cedendo à pressão de coletivos feministas, o crime que antes tinha sido registrado como homicídio simples foi tipificado como feminicídio – um pequeno mas importante passo para o mapeamento deste tipo de crime contra mulheres no país

Por Redação

A Polícia Civil de Campinas confirmou neste sábado (16) à emissora EPTV que o Setor de Homicídio de Proteção à Pessoa de Campinas (SHPP) alterou a tipificação da chacina ocorrida em 31 de dezembro de 2016 em que 12 pessoas, entre elas 9 mulheres, foram mortas.

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Na ocasião, o inquérito foi concluído com a tipificação de homicídio simples e, logo em janeiro, coletivos feministas iniciaram uma mobilização para que o caso fosse registrado como feminicídio.

A lei que incluiu o feminicídio no código penal foi sancionada em 2015 pela ex-presidenta Dilma Rousseff. Se enquadram nesta tipificação crimes de ódio motivados pela questão de gênero e agravantes da violência doméstica. A lei é considerada um mecanismo importante para o mapeamento e, consequentemente, a prevenção deste tipo de crime no Brasil.

O Mapa da Violência de 2015 aponta que, entre 1980 e 2013, 106.093 pessoas morreram por sua condição de ser mulher. O relatório aponta que a taxa de feminicídios do Brasil é a quinta maior do mundo.

Relembre o caso

Na madrugada de 31 de dezembro de 2016, durante uma festa de ano novo de família na cidade de Campinas (SP), o técnico em laboratório Sidnei Ramis de Araujo, de 46 anos, pulou o muro da casa onde ocorria a confraternização e entrou atirando. Ele era ex-marido de Isamara Filier, uma das vítimas. Foram mortas outras onze pessoas, incluindo nove mulheres e seu filho.

O criminoso se matou na sequência.

Além de Isamara e seu filho, foram mortos: Rafael Filier, de 33 anos, irmão de Isamara; Liliane Ferreira Donato, de 44 anos; Alessandra Ferreira de Freitas, de 40 anos; Antonia Dalva Ferreira de Freitas, de 62 anos, que era mãe de Liliane e de Alessandra; Abadia das Graças Ferreira, de 56 anos, que era irmã de Antonia Dalva; Paulo de Almeida, de 61 anos, que era marido de Abadia; Ana Luzia Ferreira, irmã de Antônia Dalva e Abadia, que tinha 52 anos; Larissa Ferreira de Almeida, 24 anos, que era filha de Ana; Luzia Maia Ferreira, de 85 anos, que era mãe de Antonia Dalva, Abadia e Ana, e avó de Liliane, Alessandra e Larissa; e Carolina de Oliveira Batista, de 26 anos.

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