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25 de julho de 2017, 20h25

Cultura do estupro à venda: Robô erótico vem com função que simula violação sexual

A mais nova versão das bonecas sexuais Roxxxy vem com uma funcionalidade chamada “Farrah Frígida”, em que a boneca se torna tímida e reservada e demonstra descontamento ao tocá-la em “partes íntimas” – o que, para muitos, é uma clara apologia ao estupro. Organização britânica de robôs divulgou relatório em que recomenda que governos regulamentem o produto e vetem aspectos da boneca que possam ter problemas “éticos” 

Por Redação*

O avanço tecnológico que hoje permite que sejam criados robôs para inúmeros tipos de função pode ser considerado revolucionário e até mesmo salvar vidas. Mas pode também reforçar um problema antigo do mundo patriarcal em que vivemos e que oprime e tira, direta e indiretamente, tantas outras vidas: a cultura do estupro. A mais recente versão da boneca erótica Roxxxy, da norte-americana TrueCompanion, vem com uma funcionalidade que simula uma violação sexual.

No mercado desde 2010, os robôs eróticos – que substituem as velhas “bonecas infláveis” – são uma reprodução realista do corpo humano e reproduzem inúmeras sensações do sexo que vão desde textura das partes íntimas à temperatura da pele.

Nessa versão mais atual, recém-lançada, há o modo “Farrah Frígida”, funcionalidade em que a boneca se torna tímida, reservada e demonstra descontentamento ao ser tocada nas partes íntimas. Isto é, a função simula uma relação sexual sem consentimento.

A organização britânica “Foundation for Responsible Robotics” divulgou um relatório, no início do mês, em que mapeia questões éticas por trás dessas bonecas que devem ser debatidas e recomenda aos governos que regulamentem o que pode ou não nesses robôs em seus países. No relatório, a organização enfatiza: “Qualquer pessoa que se envolva em atividade sexual com um robô que sinaliza não consentimento pratica um ato de estupro robótico”.

*Com informações do The New York Times 

 


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