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20 de setembro de 2019, 10h04

Damares ataca revista feminista por matéria sobre aborto seguro

Para abordar o assunto, a reportagem tem como fonte informações oficiais da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de médicos especializados na área

A ministra Damares Alves -Foto: Alessandro Dantas

A ministra da Mulher, Família a Direitos Humanos, Damares Alves, compartilhou nas redes sociais nesta sexta-feira (20) uma reportagem da revista feminista AzMina que discute, através de informações oficiais da Organização Mundial de Saúde (OMS), formas de se realizar um aborto seguro. A ministra, no entanto, não gostou do conteúdo e disse que denunciou a matéria, alegando ser “apologia ao crime”.

“Uma apologia ao crime e que pode colocar tantas meninas e mulheres em risco. Já demos encaminhamento à denúncia. Vamos acompanhar”, escreveu a ministra. A reportagem, no entanto, reúne informações oficiais da OMS e de especialistas na área, buscando diminuir os danos do aborto inseguro, que coloca em risco a vida de dezenas de mulheres mensalmente no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, uma mulher morre a cada dois dias por complicações de um aborto inseguro.

O texto começa contando sobre o caso de uma brasileira que abortou legalmente na Colômbia, em um cenário que seria ideal ao Brasil. Aqui, o procedimento só tem aval do governo em casos de estupro, quando há risco de vida à mulher e anencefalia do feto. Então, a reportagem explica de que forma  ocorre o procedimento legalizado nestes casos, serviço que é ofertado inclusive pelo próprio SUS e que inclui fazer uma aspiração intrauterina dentro do próprio hospital ou tomar Misoprostol.

O Misoprostol, também conhecido como Cytotec, é citado pela própria OMS como uma alternativa para o aborto seguro, se utilizado de forma correta. A reportagem ainda traz informações da Organização sobre como usar o medicamento, além das dosagens indicadas.

O texto também explica que existe uma norma técnica do Ministério da Saúde que orienta o atendimento humanizado a todas as mulheres que buscam serviços de saúde após um aborto, seja ele espontâneo ou não.

Confira o tuíte de Damares:


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