Defesa de Mari Ferrer pede anulação do processo que absolveu empresário de estupro

O representante da influenciadora também solicitou a suspeição do juiz Rudson Marcos, que ficou calado enquanto o advogado de André Aranha ofendia Mariana

O advogado de defesa da jovem influenciadora Mariana Ferrer, que acusa o empresário André de Camargo Aranha de estupro, formulou um pedido para anulação de todo o processo. A defesa também solicitou que o juiz Rudson Marcos seja declarado suspeito.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) manteve, no dia 7 de outubro, a absolvição do empresário de 44 anos. A decisão foi unânime: 3 votos a 0.

Mari acusa o empresário de tê-la dopado e estuprado em uma festa na badalada casa noturna, Café de La Musique, em Florianópolis (SC), em 2018. À época, ela tinha 21 anos e era virgem e o caso ganhou repercussão nacional, gerando protestos em todo o país.

Segundo informações do portal Universa, do UOL, em 6 de outubro Rudson Marcos encaminhou ofício ao desembargador Ariovaldo Rogério Ribeiro da Silva. Na oportunidade, ele pediu que tivesse acesso a peças processuais para que pudesse usar em sua defesa no processo em que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investiga sua conduta. O pedido foi indeferido. 

Em seu depoimento, Mari afirmou que foi atacada pelo advogado de Aranha, Cláudio Gastão da Rosa Filho, em caso de tortura psicológica. O juiz se manteve em silêncio, enquanto Rosa Filho, entre outras ofensas, dizia que não gostaria de ter “uma filha do teu nível”, em referência à influenciadora.

“A atuação do juiz Rudson tem se dado em perfeita consonância com os interesses do réu, pedindo, inclusive, a quebra do sigilo do processo, que teria o objetivo de prejudicar a imagem de Mariana”, destaca o advogado de Mari.

Ataques

André Aranha havia sido absolvido, em primeira instância, em setembro de 2020, em decisão do juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis (SC). A audiência foi marcada por ataques de Rosa Filho.

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Ele mostrou fotos das redes sociais de Mariana Ferrer, classificando-as como “ginecológicas”. “Também peço a Deus que meu filho não encontre uma mulher que nem você”, atacou.

A defesa de Mari, após a absolvição de Aranha, então, ingressou com pedido para a revisão da sentença em primeira instância, que foi negado pelo TJ-SC.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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