Feminicídio dispara no Norte e registra aumento de 37% na pandemia

Entre os estados, no entanto, São Paulo é o que lidera. Ao todo, país teve 1.338 casos em 2020

Os assassinatos de mulheres por sua condição de gênero dispararam na região Norte do Brasil durante a pandemia do coronavírus. Apesar da subnotificação, problema enfrentado em todo o país, os casos de feminicídio cresceram 37% nesses estados. Centro-Oeste está em segundo lugar, com 14%.

Segundo levantamento realizado pela Folha de S.Paulo, a partir de dados das secretarias estaduais de Segurança Pública, 1.338 mulheres morreram no Brasil em 2020 em crimes tipificados como feminicídio. A maioria dos assassinatos foi praticada por companheiros e ex-companheiros.

O número representa uma alta de 2% em relação a 2020. Houve uma pequena variação no Nordeste (+3) e Sudeste (-3). No Sul, segundo o levantamento, houve queda de 14%.

O estado que teve o maior número de feminicídios em 2020 foi São Paulo, com 179 casos, seguido por Minas Gerais, com 150, e Bahia, com 113. Já em termos de evolução porcentual em relação a 2019, Rondônia lidera o ranking, com 100% de aumento. Tocantins teve 80% e Mato Grosso, 59%.

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Luisa Fragão

Jornalista.