“Hoje somos uma sociedade melhor, que amplia os direitos das mulheres”, diz presidente argentino

Alberto Fernandes comemorou nas redes a aprovação pelo Senado do projeto de Lei que dá autonomia para mulheres decidirem sobre o aborto até a 14ª semana de gestação, uma de suas promessas de campanha

Alberto Fernández, presidente da Argentina, foi às redes sociais na manhã desta quarta-feira (30) comemorar a aprovação pelo Senado do projeto que dá autonomia às mulheres para decidir sobre o aborto, uma de suas promessas de campanha.

“O aborto seguro, legal e gratuito é lei. Prometi fazê-lo nos dias de campanha eleitoral. Hoje somos uma sociedade melhor, que amplia os direitos das mulheres e garante a saúde pública. Recupere o valor da palavra penhorada. Compromisso com a política”, tuitou Fernandez.

Em debate eleitoral, Fernandez chegou a classificar como hipocrisia a criminalização do ato ao ser indagado sobre o aborto, tema muito explorado pela extrema-direita nas campanhas.

“Muito obrigado. Não vou fugir do tema do aborto. Todos sabem o que eu penso. Olhem, na Argentina os abortos ocorrem. E a verdade é que seguir castigando, o que se faz é criminalizar a conduta e fazer com que tudo se torne clandestino. Com a legalização vamos dar oportunidade às mulheres pobres para que façam o aborto em condições seguras, como fazem as ricas nos grandes hospitais. Sabem o que lhes peço? Terminemos com hipocrisia. Obrigado”, respondeu.

Votação
Em votação histórica na madrugada desta quarta-feira (30), o Senado argentino aprovou por 38 a 29 – e uma abstenção – a legalização do aborto até a 14ª semana de gestação.

Com a aprovação desta quarta-feira, a Argentina, terra natal do papa Francisco, se torna o maior país da América Latina a legalizar o aborto, que já é permitido no Uruguai, Cuba e Guiana, além de na Cidade do México.

A aprovação da lei não seguiu as divisões partidárias. Ainda que a frente governista apoiasse o projeto, nem todos os seus congressistas votaram a favor. E houve senadores que se votaram pela legalização, à margem de sua fé religiosa.

“Recebi mensagens de meus irmãos cristãos dizendo que oravam para que eu fosse para o inferno, que Deus iria me punir. […] O Deus em que acredito é sinônimo de amor e compaixão e não de punição”, discursou a senadora Gladys Gonzalez, católica que já militou na Opus Dei.

A Lei agora aguarda apenas a sanção de Alberto Fernandez, que pode assinar o documento nas próximas horas.

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Plinio Teodoro

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Renato Rovai
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