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27 de fevereiro de 2020, 10h22

Mulheres preparam atos contra Bolsonaro no 8 de março

"Bolsonaro representa a extrema direita que ganha poder político, aumentando o racismo e o ódio contra as mulheres", diz trecho do panfleto da Marcha Mundial das Mulheres

Foto: Ato do Oito de Março SP/Facebook

Movimentos de mulheres e centrais sindicais preparam atos por todo o Brasil contra o presidente Jair Bolsonaro para o próximo 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Em São Paulo, a manifestação será no Parque Mário Covas, na Avenida Paulista, a partir das 14h. 

“Mulheres contra Bolsonaro, por nossas vidas, democracia e direitos”, diz a descrição do evento no Facebook, que conta com mais de 2,5 mil pessoas confirmadas e 5 mil interessadas até então.

Homenagens à vereadora assassinada no Rio de Janeiro, Marielle Franco, também devem marcar presença nos atos. A Marcha Mundial das Mulheres, grupo que também faz parte da mobilização do 8 de março, divulgou um panfleto que cita as lutas que devem marcar as manifestações.

“Bolsonaro se elegeu criando notícias falsas e desinformação, e com o apoio grandes empresários. Seus discursos e ações são baseados no ódio e no desprezo por quem vive do próprio trabalho, o povo, classe trabalhadora. Esse ódio é racista: a juventude negra e pobre morre todo dia pela bala do Estado e é explorada em trabalhos precários e sem direitos. Bolsonaro ataca e desqualifica as mulheres, incentiva o machismo e a violência”, diz um trecho do panfleto.

“Esse governo cortou os recursos para o Bolsa Família e a assistência social, e quer acabar com a saúde pública e gratuita! A cada dia, a educação pública, as professoras e os professores são atacados pelo governo Bolsonaro. Eles querem cortar ainda mais o investimento em creches, pré-escolas e ensino fundamental! Isso afetará diretamente a vida das mulheres, que dependem da creche e ensino infantil para poder trabalhar fora de casa. Por isso, estamos em marcha”, continua.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) afirmou em seu site que as manifestações também “vão destacar as mulheres negras”, indígenas, lésbicas, bissexuais e transgênero. Isso porque são essas as que “mais sofrem” ataques trabalhistas.





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