O que o brasileiro pensa?
22 de abril de 2020, 19h33

Mulheres se jogam da janela para fugir de violência doméstica

Delegado acredita que as situações tem relação com a intensa convivência dos casais durante o isolamento social

Foto: Agência Brasil

Chapecó, cidade de Santa Catarina, registrou aumento no número de ocorrências de volência contra a mulher em março:. 162 casos de ameaças em março deste ano contra 138 mesmo período em 2019. Os boletins de ocorrência de lesão corporal foram de 24 para 62.

O delegado José Airton Stang, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCami) de Chapecó, contou ao UOL de dois casos de mulheres que pularam da janela para fugir de seus agressores e se jogaram de uma altura de mais de 6 metros. Ambas foram hospitalizadas, mas estão bem.

A primeira, em 14 de março, pulou da sacada do terceiro andar. Ela contou aos policiais que tentou fugir para vizinho durante uma briga com o companheiro pois achava que o homem tivesse empunhando uma faca. No depoimento, o homem negou que estivesse com a faca. A segunda aconteceu dia 5 de abril: um casal começou a discutir e mulher se atirou da janela do quarto, caindo sobre o telhado da garagem do edifício. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital com ferimentos graves.

O delegado acredita que as situações tem relação com a intensa convivência dos casais durante o isolamento social. “A gente sabe que as pessoas estão mais juntas. Os casais que já tinham conflitos antes da pandemia agora têm que ficar um longo período juntos. A gente sabe que aumenta a tensão e o risco da violência doméstica”, comenta ele, que acredita que a denúncia é o melhor caminho.

Nem toda mulher consegue denunciar; algumas tomam medidas desesperadas, como se atirar pela janela ou pedir socorro escrevendo com batom em uma toalha, como aconteceu com uma mulher que estava em cárcere privado, também em Chapecó.

As denúncias de violência têm subido em vários estados do Brasil.


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