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08 de março de 2020, 07h29

No Dia da Mulher, Patrícia Campos Mello expõe bolsonaristas que a atacam com insinuações sexuais

Jornalista revelou nomes e contas das redes sociais que têm a atacado com base no insulto do presidente Jair Bolsonaro, que havia afirmado que ela queria "dar o furo"; " No Brasil, ser mulher nos transforma em alvo de ataques". Confira

Patrícia Campos Mello (Foto: Reprodução)

A jornalista da Folha de S. Paulo, Patrícia Campos Mello, aproveitou este 8 de março, Dia Internacional da Mulher, para fazer um desabafo em forma de artigo sobre os ataques de cunho sexual que vem recebendo de bolsonaristas desde que foi caluniada por Hans River do Rio Nascimento e insultada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em fevereiro, durante depoimento à CPMI das Fake News do Congresso, o ex-funcionário da empresa Yacows, Hans River, mentiu a parlamentares ao afirmar que Patrícia se insinuou sexualmente para ele em troca de informações sobre o disparo ilegal de mensagens no Whatsapp durante a campanha presidencial de 2018. O depoimento do ex-funcionário foi a base para o insulto de Bolsonaro contra Patrícia, quando afirmou que a repórter queria “dar o furo”, em uma frase permeada por conotações sexuais.

“Quanto valerá uma foto em que uma mulher aparece pelada, de pernas abertas, em cima de uma pilha de notas de dólares, chamada de piranha? E uma em que o rosto dessa mesma mulher aparece com a legenda: ‘Folha da Puta — tudo por um furo, você quer o meu? Patrícia, Prostituta da Folha de S.Paulo — troco sexo por informações sobre Bolsonaro’? E outra em que essa mulher —sempre a mesma— aparece com a frase: ‘Ofereço o cuzinho em troca de informação sobre o governo Bozo’?”, questiona a jornalista no início de seu artigo, em referência aos memes que recebe diariamente e que contém sua foto ou seu nome.

No texto, intitulado “No Brasil, ser mulher nos transforma em alvo de ataques”, Patrícia relembra os insultos de Bolsonaro e também de seu filho, Eduardo Bolsonaro, e faz questão de expor nomes e contas de alguns daqueles que passaram a atacá-la desde o insulto do presidente.

“‘Você tava querendo dar a buceta para ver o notebook do cara kkkkkkk então você chupa piroca por fontes?’, dizia um usuário do Facebook chamado Bruno Pires, que, segundo sua conta na rede social, estudou direito na Universidade de Rio Verde”, expôs Patrícia.

“Com a declaração do presidente, os ataques pioraram. ‘E aí, putinha da Folha, kkkkk, cuidado ao oferecer o furico’, disse o usuário matheus.schuler, no Instagram”, continuou a repórter, que seguiu divulgando nomes e contas daqueles que têm a insultado.

Ao final, respondendo a outro internauta que a atacou, Patrícia afirma que “ao contrário de você, torço muito para que nem eu nem nenhuma outra mãe seja alvo desse tipo de campanha difamatória”.

Confira a íntegra do artigo aqui.


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