quarta-feira, 30 set 2020
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Nomeada por Damares para Dignidade da Mulher é contra aborto mesmo em caso de estupro

Comentário de Teresinha de Almeida foi feito em um blog pessoal. "Ainda que o feto seja especial, resultado de estupro, a vida sobrepõe", escreveu

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, nomeou Teresinha de Almeida Ramos Neves para a direção do Departamento de Promoção da Dignidade da Mulher. A escolhida para o cargo já se manifestou contra o aborto mesmo em caso de estupro, algo que hoje é garantido por lei. A nomeação foi publicada na edição desta segunda-feira (31) do Diário Oficial da União.

Antes da nomeação, Teresinha atuava desde maio no cargo de coordenadora-geral de Atenção Integral à Gestante e à Maternidade da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres.

O comentário contra o aborto foi feito em um blog pessoal, em março de 2012. “Imaginem se todos que, a princípio, não têm condições financeiras para criar seus filhos optassem por matá-los, como se fazia antigamente… Ainda que o feto seja especial, resultado de estupro, a vida sobrepõe! Há vida desde a concepção, portanto, aborto é infanticídio!”, escreveu.

Nomeação ocorre em meio a casos de gravidez e aborto na infância por conta de estupro. Recentemente, dois casos no Espírito Santo ganharam atenção da mídia: duas meninas, uma de 10 e outra de 11, engravidaram após sofrerem abuso sexual de pessoas da família.

No caso da criança de 10 anos, a vítima precisou viajar até Recife (PE) para interromper a gestação e, junto com médicos, foi alvo de ataques de grupos religiosos e de extremistas contrários ao aborto.

Redação
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