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10 de março de 2018, 13h38

Professor humilha aluna que foi assistir aula acompanhada da filha de 5 anos

"Quem me conhece sabe da mina dificuldade para levar a faculdade diante de todos os poréns que me são impostos, como mulher, negra, pobre e mãe solteira"

Sem ter com quem deixar, a estudante de Ciências Sociais Waleska Lopes levou sua filha de 5 anos para a aula de “Introdução à Sociologia” do professor Alípio Sousa Filho, na última terça-feira (6). Ela não imaginava que seria humilhada e a polêmica que isso causaria.

Áudios do discurso do professor foram divulgados nas redes sociais. Ele ameaça chamar o Conselho Tutelar, diz que ela não respeita a “autoridade moral” da universidade e que se ela não tem uma rede de solidariedade não deveria cursar a faculdade.

 

A história tem causado indignação nas redes. Waleska contou a jornalista Aline Ramos, do BuzzFeed, que “saiu da sala de aula às lágrimas, acompanhada de sua filha e de colegas que se solidarizam com a estudante. A carioca é mãe solo e mudou-se para Natal para estudar na UFRN. Trabalha durante o dia como atendente de telemarketing e não tem com quem deixar a filha no período da noite”.

Em seu perfil no Facebook, Waleska diz  que não vai recuar. “Quem me conhece sabe da mina dificuldade para levar a faculdade diante de todos os poréns que me são impostos, como mulher, negra, pobre e mãe solteira. Mas não estou aqui para usar isso como argumento, quero dizer que, antes de mais nada, como aluna regular do meu curso, ciente dos meus direitos e munida de todas as informações e ajudas de advogados, procuradores, coletivos feministas,CA’s, alunos todos os demais, eu não vou deixar que isso passe tão levemente como começou”, afirmou. “A universidade pública é espaço pra mim SIM! MESMO SENDO POBRE, MESMO SENDO MÃE!”

Entre as mensagens de solidariedade, está a da deputada estadual pelo Rio Grande do Sul Manuela D’Ávila (PCdoB), que costuma levar sua filha de 2 anos às sessões da Assembleia Legislativa.

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) também se manifestou sobre o caso, chamando a atitude do professor de covardia.


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