Seguindo os passos da Argentina, Coreia do Sul despenaliza o aborto

Mudança na lei coreana é menos abrangente que a do caso argentino, que permitirá fazer o procedimento no sistema público de saúde do país. No caso das mulheres da Coreia, elas só não podem mais ser presas por realizar um aborto

Dois dias depois da aprovação da Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez na Argentina, foi a vez das mulheres da Coreia do Sul comemorarem vitória semelhante.

A lei que mantinha a proibição do aborto no país asiático foi imposta há 67 anos deixou de ter validez, devido a uma decisão do Tribunal Constitucional sul-coreano.

A ativista Na Young, uma das líderes da agrupação feminista Share, afirmou em entrevista à agência Reuters que “esta é uma ótima notícia para as mulheres da Coreia do Sul, que poderão ter uma vida mais livre”.

Movimentos religiosos do país também reagiram à mudança na legislação e prometem realizar manifestações nos próximos dias para pressionar a Assembleia Nacional do país, que recebeu oito projetos nas últimas semanas referentes ao tema (a maioria contrários ao aborto, mas também alguns favoráveis).

O caso da Coreia do Sul não é igual que o da Argentina. A lei que foi alterada determinava apenas que o aborto deveria ser punido com prisão, exceto em casos de risco de vida materno ou gravidez como resultado de violência sexual.

A lei aprovada no Senado argentino nesta quarta-feira (30) é mais abrangente, já que determina também que o procedimento deve estar disponível às mulheres em todos os hospitais e clínicas do sistema público de saúde da Argentina.

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Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).

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Renato Rovai
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