quinta-feira, 1 out 2020
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Senador mexicano dá show de machismo ao passar sermão na mulher por mostrar a perna em uma live

O vídeo mais popular da Internet nesta segunda-feira (10), ao menos nos países de idioma espanhol, foi o de uma live realizada pelo senador mexicano Samuel García, do partido Movimento Cidadão, em que convidou sua esposa, a influencer Mariana Rodríguez, a comer costelas de porco juntos, à distância – já que ela se encontra em isolamento, por ter sido diagnosticada com covid-19.

Em um determinado momento, García se irrita por achar que Mariana estaria “mostrando demais a perna”, e reclama. “Levanta a câmera, está mostrando muito a perna”. E youtuber corrige a posição da câmera e diz que estava bem, mas o senador não se dá por satisfeito e, entre um mordisco e outro na costela, insiste na bronca, inclusive elevando o tom de voz: “muita perna! Levanta essa câmera”.

Em seguida, Mariana pede “perdão” ao marido, que retruca dizendo que “me casei contigo para que esta perna seja minha, não pra que você a fique mostrando”.

A discussão gerou um forte repúdio especialmente do público feminino, mas não somente. Coletivos feministas de diversos países se uniram em torno da hashtag #YoEnseñoLoQueQuiera (“eu mostro o que eu quiser”).

Samuel García é senador pelo estado de Nuevo León, e pertence ao partido Movimento Cidadão, de centro-esquerda. Seria, portanto, o que se conhece no Brasil como “esquerdomacho”.

Com a repercussão negativa nas redes sociais, o senador correu para pedir desculpas pelo seu comportamento à sua esposa e demais mulheres que se sentiram ofendidas. Depois, publicou várias mensagens dizendo que sua postura política é de total repúdio ao machismo e apoio aos direitos das mulheres.

Mariana Rodríguez também escreveu uma mensagem, aceitando as desculpas, parabenizando por reconhecer o erro e dizendo que “pessoalmente você não é assim”.

Victor Farinelli
Victor Farinelli
Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).