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13 de março de 2019, 09h54

Mulheres do MST ocupam fazenda de João de Deus na cidade de Anápolis, em Goiás

"As mulheres Sem Terra ocupam hoje um território que é fruto do abuso, do estupro e da violência", diz texto divulgado pelo MST

MST ocupa fazenda de João de Deus em Goiás (Reprodução/Facebook)
Mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento Camponês Popular (MCP) ocuparam na manhã desta quarta-feira (13) a fazenda Agropastoril Dom Inácio, em Anápolis, que pertence ao médium João Teixeira de Farias, o João de Deus. A área, que está sub judice, tem em torno de 600 hectares. João de Deus está preso, acusado de ter abusado sexualmente de mais de 500 mulheres que buscavam atendimento mediúnico. A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra que começou na última semana com mobilizações em todo país. “Por esses e tantos outros motivos,...

Mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento Camponês Popular (MCP) ocuparam na manhã desta quarta-feira (13) a fazenda Agropastoril Dom Inácio, em Anápolis, que pertence ao médium João Teixeira de Farias, o João de Deus.

A área, que está sub judice, tem em torno de 600 hectares. João de Deus está preso, acusado de ter abusado sexualmente de mais de 500 mulheres que buscavam atendimento mediúnico.

A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra que começou na última semana com mobilizações em todo país.

“Por esses e tantos outros motivos, as mulheres Sem Terra ocupam hoje um território que é fruto do abuso, do estupro e da violência. Lutamos #PorTodasNós em um Brasil que segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) é o quinto em mortes violentas de mulheres no mundo”, diz o texto publicado no portal do MST.

Na ocupação, as mulheres lembraram a luta da vereadora Marielle Franco (PSol/RJ), que foi brutalmente assassinada em março do ano passado.

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“É #PorTodasNós que precisamos descobrir quem são os mandantes da execução de Marielle Franco. Quem planejou e contratou a sua morte? Exigimos saber que grupo político foi capaz de mandar matar uma vereadora. Nosso compromisso é seguir como parte da necessidade da luta permanente do atual momento em que vivemos”.

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