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04 de julho de 2019, 07h37

Na Argentina de Macri, River Plate abre estádio para moradores de rua em noite mais fria do ano

Com o aumento da pobreza e das pessoas em situação de rua, o time de futebol organizou um ato de solidariedade

(Foto: Divulgação/River Plate)
O River Plate abriu as portas de seu estádio, o Monumental Monumental de Núñez, em Buenos Aires, para abrigar pessoas em situação de rua na noite mais fria do ano. A previsão para esta quarta-feira (3) era de mínima de 4ºC e na quinta-feira (4) a mínima será 3ºC. Além de acolher as pessoas, também foi feita uma campanha para receber doações de agasalhos e cobertores. “Juntos somos maiores”, disse o time em seu Twitter. Com a grave situação econômica no país, o aumento da pobreza e o desemprego têm levado famílias para as ruas. Segundo o Instituto Nacional de Estatística...

O River Plate abriu as portas de seu estádio, o Monumental Monumental de Núñez, em Buenos Aires, para abrigar pessoas em situação de rua na noite mais fria do ano. A previsão para esta quarta-feira (3) era de mínima de 4ºC e na quinta-feira (4) a mínima será 3ºC. Além de acolher as pessoas, também foi feita uma campanha para receber doações de agasalhos e cobertores. “Juntos somos maiores”, disse o time em seu Twitter.

Com a grave situação econômica no país, o aumento da pobreza e o desemprego têm levado famílias para as ruas. Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec), o índice de pobreza no país atingiu um terço da população urbana, 8,9 milhões de pessoas, em 2018.

Com uma inflação altíssima — o índice de preços ao consumidor acumulou alta de 47,6% no ano passado, maior avanço em 27 anos, diante de uma queda de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) — grande parte dos argentinos enfrentam sérias dificuldades para se sustentar.

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Em abril, a repórter da Folha Sylvia Colombo levou um susto ao abrir um contêiner de lixo e encontrar uma pessoa lá dentro. Era Matias, de 26 anos, desempregado. “Cenas como essa têm sido comuns na Argentina. Além da corrida aos ‘basureros’ antes de os caminhões de lixo passarem, há a movimentação dos que dormem nas ruas em colchões e se aproximam dos supermercados para buscar algo que alimente a família”, disse.

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