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12 de julho de 2019, 12h34

Na Argentina, Macri faz acordo com FMI para impor reforma trabalhista no próximo mandato

Com pressões do empresariado e de sindicalistas, Macri costura realização de reformas trabalhista e da previdência com o FMI somente após as eleições

(Foto: Fotos Públicas/Raoni Madalena)
Com as eleições próximas, o crescimento do kirchnerismo e pressões dos empresários apoiadores, o presidente Maurício Macri deve impor uma reforma trabalhista na Argentina apenas após o período eleitoral. Essa reforma, assim como a previdenciária, seriam compromissos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que vai pagar uma nova parcela do empréstimo concedido a Macri nesta sexta-feira (12). Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo Segundo Alberto Fernández, candidato do kichnerismo e líder das pesquisas eleitorais, o atual presidente pactuou com o FMI para realizar as prometidas reformas após as eleições....

Com as eleições próximas, o crescimento do kirchnerismo e pressões dos empresários apoiadores, o presidente Maurício Macri deve impor uma reforma trabalhista na Argentina apenas após o período eleitoral. Essa reforma, assim como a previdenciária, seriam compromissos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que vai pagar uma nova parcela do empréstimo concedido a Macri nesta sexta-feira (12).

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Segundo Alberto Fernández, candidato do kichnerismo e líder das pesquisas eleitorais, o atual presidente pactuou com o FMI para realizar as prometidas reformas após as eleições. “Eu quero pedir a todos os argentinos que prestem atenção, porque o que me disse o enviado do FMI é que o governo se comprometeu a fazer uma nova reforma trabalhista e uma nova reforma da previdência depois das eleições”, disse em comício, segundo o portal Minuto1.

A cobrança pela reforma é forte entre empresários, que aproveitaram recentes ataques de Macri a líderes sindicais para reafirmar a vontade de “demitir e contratar com facilidade”.  “Hoje em dia se alguém tem um comércio com três funcionários e quer mudar um para colocar um melhor, tem vender metade do comércio para pagar indenização”, afirmou Martín Cabrales, dono de uma empresa de café. O CEO da Fiat, Cristiano Rattazzi, foi pelo mesmo caminho: “Tem que ser muito mais fácil contratar e demitir”.

Veja também:  FMI faz terrorismo eleitoral na Argentina para favorecer Macri

Nesta sexta-feira o país recebe uma quinta parcela dos 56 bilhões de dólares prometidos pelo Fundo Monetário, completando 76% do total. A verba será de 5,4 bilhões e promete trazer uma certa tranquilidade a Macri no período eleitoral. O montante negociado entre Macri e Christine Lagarde, ex-diretora do Fundo, em 2016 é considerado o maior empréstimo da história do organismo.

O presidente foi alvo de uma das maiores greves gerais da história da Argentina no dia 30 de maio, com participação de 100% do setor de transporte .

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