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30 de janeiro de 2019, 08h51

Na presidência interina, Mourão incomoda filho e aliados mais próximos de Bolsonaro

Um dos filhos de Bolsonaro teria dito a duas pessoas que o general busca se mostrar como uma figura mais preparada em caso de alguma crise desestabilizar o governo, que seria uma avaliação constante nos círculos políticos de Brasília.

General Hamilton Mourão durante Reunião do Conselho de Governo (Foto: Marcos Corrêa/PR)
A exposição – e demonstração de simpatia – nos meios de comunicação e as declarações dadas após encontros com representantes da sociedade civil promovidas pelo general Hamilton Mourão (PRTB) nas duas ocasiões, em menos de um mês, em que ocupou a presidência interina tem provocado incômodo na família e no núcleo duro do governo Jair Bolsonaro (PSL), segundo reportagem de Igor Gielow, na Folha de S.Paulo desta quarta-feira (30). Um dos filhos do presidente, que não foi citado pela reportagem, teria dito a duas pessoas que o general busca se mostrar como uma figura mais preparada em caso de alguma...

A exposição – e demonstração de simpatia – nos meios de comunicação e as declarações dadas após encontros com representantes da sociedade civil promovidas pelo general Hamilton Mourão (PRTB) nas duas ocasiões, em menos de um mês, em que ocupou a presidência interina tem provocado incômodo na família e no núcleo duro do governo Jair Bolsonaro (PSL), segundo reportagem de Igor Gielow, na Folha de S.Paulo desta quarta-feira (30).

Um dos filhos do presidente, que não foi citado pela reportagem, teria dito a duas pessoas que o general busca se mostrar como uma figura mais preparada em caso de alguma crise desestabilizar o governo, que seria uma avaliação constante nos círculos políticos de Brasília.

As declarações que confrontam posições de Bolsonaro na mídia seria um dos pontos que têm provocado as reações no clã e em políticos próximos, como o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Na semana passada, quando assumiu por quatro dias enquanto Bolsonaro estava no fórum de Davos, a primeira aparição do interino foi em uma entrevista à Rádio Gaúcha, na qual disse que a flexibilização do porte de armas não tem efeito contra a violência.

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Segundo a reportagem, o ponto mais nevrálgico foi a negativa da mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, prometida por Bolsonaro para sua base evangélica e para o premiê Benjamim Netanyahu.

Mourão descartou o plano ao falar sobre o embargo saudita a exportações de frango brasileiro e, depois, durante dois encontros oficiais na segunda (28) e na terça (29) com representantes árabes.

Twitter
Recém adaptado às redes sociais, o vice-presidente tem seguido a cartilha do governo e divulgado seus “feitos” pelo Twitter. Pouco adepto à rede até o início do governo, Mourão lançou uma enxurrada de tuítes nos dias em que esteve na Presidência.

Somente nesta terça-feira (29) foram 4 publicações, com fotos dos encontros em que manteve com representantes da Câmara de Comércio Árabe, do Estado da Flórida e com o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Mourão ainda retuitou um vídeo feito com drone pela equipe de Comunicação do Palácio do Planalto sobre a reunião que conduziu com o Conselho Ministerial que conduziu, onde foram tomadas medidas do governo sobre a tragédia em Brumadinho.

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