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13 de abril de 2016, 08h28

New York Times: “Dilma é uma das raras figuras políticas não acusadas de enriquecimento ilícito”

Reportagem publicada ontem (12) no jornal norte-americano destacou que os adversários da presidenta se viram "incapazes de acusá-la por corrupção" e, por isso, alegaram haver manipulação orçamental no governo para justificar o impeachment.

Reportagem publicada ontem (12) no jornal norte-americano destacou que os adversários da presidenta se viram “incapazes de acusá-la por corrupção” e, por isso, alegaram haver manipulação orçamental no governo para justificar o impeachment Por Redação O jornal The New York Times divulgou ontem (12) uma reportagem em que destaca o resultado da votação do relatório de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. A publicação ressaltou que os ânimos estavam exaltados durante a sessão, que terminou com 38 votos favoráveis e 27 contra o afastamento de Dilma. Diante do confuso cenário político, a reportagem reforçou a ironia da situação: “Incapazes de acusá-la por...

Reportagem publicada ontem (12) no jornal norte-americano destacou que os adversários da presidenta se viram “incapazes de acusá-la por corrupção” e, por isso, alegaram haver manipulação orçamental no governo para justificar o impeachment

Por Redação

O jornal The New York Times divulgou ontem (12) uma reportagem em que destaca o resultado da votação do relatório de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. A publicação ressaltou que os ânimos estavam exaltados durante a sessão, que terminou com 38 votos favoráveis e 27 contra o afastamento de Dilma.

Diante do confuso cenário político, a reportagem reforçou a ironia da situação: “Incapazes de acusá-la por corrupção, seus adversários estão tentando impeachment por manipulação orçamental envolvendo o uso de recursos de bancos estatais para cobrir lacunas de orçamento. Deve-se lembrar que Dilma é uma das raras figuras políticas no Brasil que não estão enfrentando acusações de enriquecimento pessoal ilícito.”

O texto segue explicando que aliados da presidenta denunciam que, nessas condições, o procedimento passa a ser considerado um golpe de Estado. “Se a medida de impeachment for aprovada na Câmara, o processo seguirá para o Senado, que decidirá o futuro da presidente. Se o Senado opta por avançar, Dilma será suspensa e substituída pelo vice-presidente, Michel Temer”, informou.

Foto de capa: Agência Brasil

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