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16 de junho de 2019, 14h43

No Pará, polícia prende fazendeiros que mataram sindicalista que deixou o PT para apoiar Bolsonaro

Ex-petista, Carlos Cabral apoiou a eleição de Bolsonaro a presidente e e se afastou dos movimentos sociais da região com a esperança de ter as suas áreas na Apyterewa legalizadas

Carlos Cabral, sindicalista assassinado no Pará (Reprodução)
A Polícia Civil do Pará prendeu neste domingo (16) dois fazendeiros suspeitos da morte do sindicalista Carlos Cabral, assassinado a tiros na última terça-feira (11), em Rio Maria, a 820 km ao sul do Belém. As prisões temporárias aconteceram no entorno da Terra Indígena Apyterewa, onde Cabral agia como grileiro. Ex-petista, Cabral apoiou a eleição de Bolsonaro a presidente e e se afastou dos movimentos sociais da região com a esperança de ter as suas áreas na Apyterewa legalizadas. Ele foi o terceiro presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria assassinado desde 1985. Em 1985, seu genro na...

A Polícia Civil do Pará prendeu neste domingo (16) dois fazendeiros suspeitos da morte do sindicalista Carlos Cabral, assassinado a tiros na última terça-feira (11), em Rio Maria, a 820 km ao sul do Belém. As prisões temporárias aconteceram no entorno da Terra Indígena Apyterewa, onde Cabral agia como grileiro.

Ex-petista, Cabral apoiou a eleição de Bolsonaro a presidente e e se afastou dos movimentos sociais da região com a esperança de ter as suas áreas na Apyterewa legalizadas.

Ele foi o terceiro presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria assassinado desde 1985. Em 1985, seu genro na época, João Canuto, ocupava o cargo quando foi morto por pistoleiros. O segundo dirigente foi assassinado em 1991.

Cinco anos depois, três cunhados de Cabral foram sequestrados por policiais militares —apenas um sobreviveu. Em todos esse crimes, a motivação foi a disputa fundiária, alimentada pela ocupação desordenada da região a partir dos anos 1970, durante a ditadura militar.

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