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09 de outubro de 2018, 21h30

No RN, paciente idoso diz que votou no Haddad e médica rasga sua receita

O aposentado José Alves de Menezes, de 72 anos, ficou tão constrangido com a situação que abriu um boletim de ocorrência na polícia; médica, por sua vez, disse estar arrependida da atitude de intolerância

Reprodução/OP9
Os atos de intolerância e violência de eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) e opositores ao PT seguem a todo o vapor. Mais um caso, envolvendo uma médica e um idoso aposentado, veio à tona nesta terça-feira (9). A médica infectologista Tereza Dantas, do Hospital Estadual Giselda Trigueiro, em Natal (RN), rasgou a receita do paciente José Alves de Menezes após ele dizer que votou em Fernando Haddad (PT) para a presidência. O caso aconteceu na segunda-feira (8) e foi divulgado hoje. De acordo com José, que trabalhava na área de saúde e conhecia a médica, ele comparecia periodicamente no hospital para pegar a...

Os atos de intolerância e violência de eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) e opositores ao PT seguem a todo o vapor. Mais um caso, envolvendo uma médica e um idoso aposentado, veio à tona nesta terça-feira (9).

A médica infectologista Tereza Dantas, do Hospital Estadual Giselda Trigueiro, em Natal (RN), rasgou a receita do paciente José Alves de Menezes após ele dizer que votou em Fernando Haddad (PT) para a presidência. O caso aconteceu na segunda-feira (8) e foi divulgado hoje.

De acordo com José, que trabalhava na área de saúde e conhecia a médica, ele comparecia periodicamente no hospital para pegar a receita de um remédio que toma todos os dias. Ele contou ao portal G1 que, desta vez, um dia após o primeiro turno da eleição, a médica estava com a receita na mão ao perguntá-lo sobre seu voto. Quando disse quer votou em Haddad, Tereza, então, rasgou sua receita. “Pois então não dou mais a receita”, teria dito a mulher antes de rasgar os papéis.

O aposentado ficou tão constrangido que procurou o diretor do hospital e abriu um boletim de ocorrência na Polícia Civil. O Conselho de Medicina local informou que vai apurar o caso.

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A médica, por sua vez, disse em entrevista que está arrependida da atitude de intolerância. “Eu pedi perdão a Deus e pedi que ele me ajudasse a tirar de mim essa mágoa. Eu nunca gostei de extremismos e estava me transformando em algo que não gosto. Não deveria ter feito isso, eu sei. Agi por impulso e, por isso, peço desculpas”, afirmou, também ao portal G1.

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