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19 de julho de 2013, 16h50

Norueguesa é condenada à prisão por denunciar estupro em Dubai

Marte Deborah Dalelv foi condenada a 16 meses de prisão por ter feito “sexo” fora do casamento, perjúrio e por ter ingerido bebida alcoólica na noite em que foi estuprada

Marte Deborah Dalelv foi condenada a 16 meses de prisão por ter feito “sexo” fora do casamento, perjúrio e por ter ingerido bebida alcoólica na noite em que foi estuprada Da Redação Marte Deborah Dalelv, vítima de estupro, foi transformada em criminosa pela justiça de Dubai (Foto: Reprodução / Facebook) Nesta quarta-feira (17), a norueguesa Marte Deborah Dalelv , de 24 anos, foi condenada a 16 meses de prisão por ter sido vítima de um estupro em Dubai, famoso destino turístico dos Emirados Árabes. No dia 6 de março, Dalelv procurou a polícia de Dubai e afirmou ter sido vítima...

Marte Deborah Dalelv foi condenada a 16 meses de prisão por ter feito “sexo” fora do casamento, perjúrio e por ter ingerido bebida alcoólica na noite em que foi estuprada

Da Redação

Marte Deborah Dalelv, vítima de estupro, foi transformada em criminosa pela justiça de Dubai (Foto: Reprodução / Facebook)

Nesta quarta-feira (17), a norueguesa Marte Deborah Dalelv , de 24 anos, foi condenada a 16 meses de prisão por ter sido vítima de um estupro em Dubai, famoso destino turístico dos Emirados Árabes. No dia 6 de março, Dalelv procurou a polícia de Dubai e afirmou ter sido vítima de violência sexual durante sua viagem de trabalho ao país. De acordo com o pai da jovem, ela foi imediatamente detida por quatro dias, teve o passaporte e dinheiro confiscados e foi indiciada criminalmente.

Segundo a legislação dos Emirados Árabes, um estuprador só pode ser condenado se o crime for presenciado por quatro testemunhas homens ou se o mesmo confessar o estupro. Já a norueguesa, em razão de ter denunciado o crime, foi condenada a 16 meses de prisão por ter feito sexo fora do casamento, perjúrio e por ter ingerido bebida alcoólica na noite em que foi violentada.

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De acordo com o site norueguês VG.no, ao denunciar o estupro, a norueguesa ainda foi interpelada pelas autoridades policiais, em tom jocoso, se estava fazendo a denúncia por “não ter gostado do sexo”.

O caso repercute entre autoridades norueguesas que prometem apoiar a jovem na apelação da sentença. “A sentença em Dubai a uma norueguesa que denunciou um estupro é contrária a nosso sentido da justiça. Daremos a ela apoio no processo de apelação”, afirmou Espen Barth Eide, ministro das Relações Exteriores da Noruega, através do Twitter.

Com informações do Portal Terra. 

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