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22 de julho de 2013, 15h24

Norueguesa que foi presa ao denunciar estupro em Dubai é “perdoada”

Xeique Mohammed bin Rahid AlMaktoum ordenou cancelamento da pena por fazer sexo fora do casamento, perjúrio e ingestão de bebida alcoólica

Xeique Mohammed bin Rahid AlMaktoum ordenou cancelamento da pena por fazer sexo fora do casamento, perjúrio e ingestão de bebida alcoólica Da Redação  Marte Deborah Dalelv havia sido condenada por fazer “sexo” fora do casamento, perjúrio e por fazer “sexo” fora do casamento  (Foto: Reprodução / Facebook) O governo de Dubai, nos Emirados Árabes, informou que a norueguesa presa e condenada após denunciar ter sido vítima de um estupro foi “perdoada”. Marte Deborah Dalelv havia sido condenada na última quarta-feira, 17, por fazer sexo fora do casamento, ingerir bebida alcoólica e perjúrio. De acordo com informações da CNN, Mohammed bin Rahid AlMaktoum,...

Xeique Mohammed bin Rahid AlMaktoum ordenou cancelamento da pena por fazer sexo fora do casamento, perjúrio e ingestão de bebida alcoólica

Da Redação 

Marte Deborah Dalelv havia sido condenada por fazer “sexo” fora do casamento, perjúrio e por fazer “sexo” fora do casamento  (Foto: Reprodução / Facebook)

O governo de Dubai, nos Emirados Árabes, informou que a norueguesa presa e condenada após denunciar ter sido vítima de um estupro foi “perdoada”. Marte Deborah Dalelv havia sido condenada na última quarta-feira, 17, por fazer sexo fora do casamento, ingerir bebida alcoólica e perjúrio.

De acordo com informações da CNN, Mohammed bin Rahid AlMaktoum, xeique de Dubai, ordenou que a pena de 16 meses de prisão fosse cancelada e que o passaporte de Marte fosse devolvido. A jovem afirmou estar muito feliz com a decisão e que pretende voltar o mais rápido possível para a casa.

Seu chefe, que a jovem acusa de tê-la estuprado, foi indiciado apenas por ingestão de bebida alcoólica e relação sexual consentida. Condenado a 13 meses de prisão, ele também recebeu o perdão do governo de Dubai.

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Denúncia

No dia 6 de março, Marte procurou a polícia de Dubai e afirmou ter sido vítima de violência sexual durante sua viagem de trabalho ao país. O autor do crime teria sido o seu chefe que, segundo Marte, a estuprou após os dois retornarem de uma festa onde ingeriram bebidas alcoólicas.

Porém, segundo a legislação dos Emirados Árabes, um estuprador só pode ser condenado se o crime for presenciado por quatro testemunhas homens ou se o mesmo confessar o estupro. De acordo com o pai da jovem, ao fazer a denúncia, ela foi imediatamente detida por quatro dias, teve o passaporte e dinheiro confiscados e foi indiciada criminalmente.

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