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07 de junho de 2016, 15h42

Atentados: 11 mortos na Turquia e bombardeios na Síria, durante Ramadã. Entenda

Na manhã desta terça-feira (7), 11 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feriadas na explosão de um carro bomba em Istambul. Enquanto isso, em Alepo, na Síria, jihadistas atacaram áreas residenciais, forças curdas e governamentais.

Na manhã desta terça-feira (7), 11 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feriadas na explosão de um carro bomba em Istambul (Turquia). Enquanto isso, em Alepo, na Síria, jihadistas atacaram áreas residenciais, forças curdas e governamentais

Por Matheus Moreira

Turquia

Nesta terça-feira (7), atentado a bomba em Istambul (Turquia) matou 11 pessoas e feriu 35. As autoridades acreditam que o alvo era um ônibus que transportava policiais. 7 pessoas morreram. As forças policiais prenderam 4 homens pelo atentado. O presidente turco, Recep Tayyip, afirmou que os ataques podem ser de militantes do PKK, Partido dos Trabalhadores do Curdistão.

Próximo de um acordo de paz com o PKK que indicava para uma campanha de desarmamento, Tayyip deu início a ofensiva contra jihadistas sírios e guerrilheiros curdos. Com a intensificação das hostilidades, o país emitiu, em maio deste ano, estado de alerta para 81 províncias sob risco de ataque do ISIS. Além disso, ao longo do ano, a Turquia viu outros atentados de autoria do grupo PKK ganharem força.

Em conflito declarado contra o ISIS, a Turquia tem que lidar com a oposição curda no país enquanto auxilia a coalizão na luta contra o autodenominado ‘estado islâmico’ na Síria, país com qual tem fronteiras ao sul.

Síria

Durante a noite desta segunda-feira (6), os jihadistas atacaram posições do governo, posições curdas e regiões residenciais com lança-foguetes e morteiros em Alepo, no norte do país. As informações são do Centro de Reconciliação Russo no país. Assentamentos e o aeroporto de Al-Naira foram atacados.

Guerra civil

A Síria está em guerra há mais de 4 anos e já conta com pelo menos 250 mil mortos. No país, atuam forças do estado, sob comando de Bashar al-Assad (no poder desde 2000), forças de oposição, militantes do estado islâmico e milícias curdas que representam, aos olhos da Turquia, apoio à luta por autonomia curda no país euroasiático.

Analistas políticos e pesquisadores tem encontrado dificuldade em definir que tipo de guerra há na Síria, uma vez que existem diversas frentes de interesses e associações que se sobrepõem. A unanimidade observada é que o caos no país permitiu que o estado islâmico avançasse posições e conquistasse territórios sírios.

Entre acusações de crimes de guerra e de investidas contra civis, o presidente Bashar al-Assad conseguiu suporte Russo. Os Estados Unidos condenam o suporte de Moscou ao governo sírio.

Estados Unidos e Rússia apoiam, novamente, grupos antagonistas em conflito armado interno. Para tanto, coalizões e aproximações inéditas tomaram os noticiários, como a união entre EUA e Irã no combate ao ‘estado islâmico’, bem como a associação turca aos pashmerga curdos no Iraque (forças armadas que respondem ao Partido do Curdistão), que também fazem frente ao ISIS, mas é vista como pretexto para o combate aos curdos.

Em fevereiro desse ano, com auxílio de EUA e Rússia, as forças do governo sírio e sua oposição firmaram cessar fogo. Entretanto, estado islâmico e Frente al-Nusra (ligada a Al-Qaeda) não são reconhecidos como forças combatentes e não aceitaram o cessar de hostilidades.

Foto: Equipes de resgate da Defesa Civil síria trabalham em escombros após bombardeios na província de Idlid, em novembro – Crédito: Civil Defense Idlib


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