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06 de junho de 2007, 18h57

11,6% das crianças quilombolas apresentam déficit nutricional

Pesquisa do governo brasileiro com a Unicef indica altura inferior à idade para menores de 5 anos, principal índice para medir a desnutrição.

Por Adital

Levantamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e o UNICEF, revelam que 11,6% das crianças que vivem nas comunidades remanescentes de quilombolas apresentam déficit de altura para a idade, principal índice de aferição da desnutrição. O dado consta na primeira Chamada Nutricional de Crianças Quilombolas Menores de 5 anos de idade, que foi apresentado na manhã de ontem (15), em Brasília.

A pesquisa aponta que 8,8% dos filhos de mães com mais de quatro anos de estudo estão desnutridos. Esse mesmo indicador sobe 13,7% entre as crianças de mães com escolaridade menor que quatro anos – o que revela que a escolaridade interfere nos índices.

A condição econômica também é determinante. Entre as crianças que vivem em famílias da classe E (57,5% das avaliadas), a desnutrição chega a 15,6%; e cai para 5,6% no grupo que vive na classe D, na qual estão 33,4% do total das pesquisadas.

Segundo o estudo, as crianças quilombolas estão em situação semelhante às do Nordeste urbano brasileiro de 1996 (Dados PNDS – Inan, 1989).

“É muito importante que o Brasil aprofunde o conhecimento sobre as especificidades das condições de vida de suas crianças quilombolas, para que possa planejar e implementar ações que garantam os seus direitos de uma forma efetiva”, afirma Helena Oliveira, oficial de projetos do Unicef.

A Chamada Nutricional mediu e pesou cerca de três mil meninos e meninas com até 5 anos de idade, que vivem em 60 comunidades quilombolas em 22 Estados brasileiros. No Brasil, estima-se a existência de de 2 milhões de quilombolas.

Fonte: Pedro Ivo Alcântara, Expresso 227

Adital


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