sábado, 24 out 2020
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1ª Mostra CineFlecha traz filmes produzidos por indígenas brasileiros

Festival será gratuito e online e vai de 1º a 15 de outubro; além dos filmes, será possível participar de lives com os realizadores

A Rede CineFlecha vai realizar, entre os dias 1º e 15 de outubro, a 1ª Mostra CineFlecha, com filmes produzidos por coletivos e realizadores indígenas do Brasil. A mostra será gratuita e online. Além dos filmes, o evento vai promover lives com os realizadores.

A ideia inicial era realizar esse evento de maneira presencial, com a exibição da produção audiovisual em uma sala em São Paulo. No entanto, o distanciamento social requerido pela pandemia do novo coronavírus levou a iniciativa para o mundo virtual, onde será mais acessível.

Aliás, entre as produções mais recentes que farão parte da mostra, há filmes que mostram o dia a dia com o Sars-Cov-2 nas aldeias e ainda como diferentes povos estão enfrentando a crise sanitária.

Os filmes, divididos em quatro sessões temáticas, mostram as diferentes maneiras como os povos indígenas seguem mobilizando formas de (re)existir – resistir e existir outra vez, e curar – com saberes e práticas ancestrais e contemporâneas.

Para ver qualquer um dos filmes da mostra, basta entrar no site https://redecineflecha.org/mostra/ no período em que ela será realizada e escolher o filme. As lives com produtores acontecerão nos dias 1º, 8 e 14 de outubro, sempre a paertir das 19h, no canal de YouTibe da Rede CineFlecha.

Coletivos

A curadoria desta edição de estreia da mostra destaca a produção audiovisual de realizadores e coletivos indígenas de cinema articulados pela Rede CineFlecha. Entre eles, estão a Ascuri – Associação Cultural de Realizadores Indígenas (Guarani, Kaiowá e Terena/MS); o Pēnãhã – Coletivo de Cinema Maxakali do Pradinho (Maxakali/Tikmũ´ũn/MG); o Coletivo Beya Xina Bena (Huni Kuin/AC); o Coletivo Akubaaj Cinta Larga de Cinema (Cinta Larga/RO); o Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky (Manoki e Myky/MT).

A Rede Cineflecha é formada por coletivos indígenas e articuladores que trabalham com cinema, comunicação e antropologia. Parte deles é apoiada pela Fapesp, e estudam a produção audiovisual indígena de uma perspectiva antropológica.

Fabíola Salani
Fabíola Salani
Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.