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25 de outubro de 2014, 16h57

#48hDemocracia: Jornalistas discutem corrupção, reforma política e representatividade das mulheres no Congresso

Na primeira parte do debate promovido pela revista Fórum, os convidados afirmaram que não se pode pensar a corrupção de maneira simplista. Eles falaram ainda sobre a importância da reforma política e do apoio às candidaturas femininas.

Na primeira parte do debate promovido pela revista Fórum, os convidados afirmaram que não se pode pensar a corrupção de maneira simplista. Eles falaram ainda sobre a importância da reforma política e do apoio às candidaturas femininas

Por Redação

Começou, na tarde deste sábado (25), o #48hDemocracia, projeto de cobertura claborativa da revista Fórum. O debate teve início com os jornalistas Glauco Faria, Marcelo Hailer, Anna Beatriz Pouza dos Anjos e da colunista Jarid Arraes. A corrupção foi um dos temas abordados pelo grupo, que destacou que o problema é algo cultural e institucionalizado no Brasil. Os convidados defendem que o assunto deve ser discutido de forma mais ampla, não apenas na esfera comportamental. “Deve haver mecanismos que garantam fiscalização e transparência. Temos que sair do discurso moralizante”, ressaltou Glauco.

A reforma política foi apontada por todos como uma das ferramentas necessárias para coibir a corrupção no país, uma vez que propõe, entre outras pautas, o financiamento público de campanha. Eles falaram sobre a relevância da realização um plebiscito, com o objetivo de envolver a população nessa discussão fundamental para a democracia brasileira.

A baixa representatividade das mulheres no Congresso Nacional foi outro assunto em destaque. Os convidados falaram sobre a falta de apoio a candidaturas femininas por parte dos próprios partidos, que privilegiam os homens na disputa. Anna Beatriz lembrou que, nas eleições deste ano, o número de deputadas federais passou de 46 para 51, um aumento pouco expressivo.

A colunista Jarid Arraes afirma que muitos eleitores veem na figura masculina uma maior credibilidade e confiança, o que seria resultado da percepção de uma sociedade machista. Segundo ela, isso faz com que as candidatas não tenham apoio e recursos financeiros suficientes para investirem em uma campanha com reais chances de vitória. A opinião foi reforçada por Marcelo Hailer, que concordou que, no caso da população LGBT, a situação é ainda pior.

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