5 filmes para você entender por que o Mês do Orgulho LGBT é político

Em tempos de Bolsonaro e ultraconservadorismo, audiovisual brasileiro queer é resistência na sétima arte

Junho é o Mês do Orgulho LGBT e essa é uma questão dada desde 1969, quando do levante do Stonewall Inn, em Nova York, momento que em as LGBT, em sua maioria negras e latinas, e cansadas e de serem humilhadas pela polícia de Nova York realizaram um motim.

Este momento histórico é o fundador da luta pelos direitos civis em todo o Ocidente e tem incidência em várias esferas da vida, entre elas, na produção cinematográfica. Dessa maneira, separamos cincos filmes brasileiros para você entender por que o Mês do Orgulho LGBT, mais do que representatividade, é política.

Boi Neon

O longa metragem acompanha a vida de Iremar, um vaqueiro que também é costureiro e que sonha em largar tudo para se tornar estilista.

Obra importante, pois, para além dos binarismos de gênero, trata da vida de uma outra masculinidade possível.

Tinta Bruta

Esta obra acompanha a vida do jovem Pedro que, ao mesmo tempo em que responde um processo de expulsão da universidade, ganha a vida com vídeos pornôs na internet com o corpo coberto de tinta.

De maneira soturna, o longa retrata um modo de troca sexual da atual geração LGBT.

Indianara

Documentário que retrata a vida e a militância de Indianara, personagem central da militância LGBT e que, ao mesmo, retrata a virada do Brasil para a extrema direita: destruição das políticas LGBT e o assassinato de Marielle Franco.

Premiado em vários festivais ao redor do mundo, é obrigatório.


Bixa Travesty

Documentário que acompanha a ascensão de uma das principais personagens do mundo LGBT da contemporaneidade: Linn da Quebrada.

Ao mesmo tempo, faz um retrato do Brasil e a da arte travesti.

São Paulo em Hi-Fi

Dirigido por Lufe Steffen, retrata a noite LGBT entre as décadas de 1960/70/80.

O documentário é importante não apenas para conhecer a transformação da noite LGBT, mas também para entender como isso se conecta com a história do Brasil.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).