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17 de dezembro de 2019, 07h11

55% dos cariocas consideram política de segurança de Witzel ruim ou péssima e 69% querem mudar de cidade

Outro fator importante da pesquisa é o temor às milícias: 86% dos entrevistados afirmam ter medo desses grupos, alguns dos quais parecem ter ligações com a família Bolsonaro.

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Os números da pesquisa DataFolha divulgados nesta terça-feira (17) não favorecem o atual governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, no que é o ponto forte do seu discurso político, que é a segurança pública.

Segundo o instituto, a maioria dos cariocas, mais especificamente um 55/% dos entrevistados nesta sondagem, considerou a atual política de segurança do Estado como “ruim” ou “péssima”, enquanto apenas 15% a qualificam como “ótima” ou “boa”.

Outro aspecto que é indicativo do fracasso da política de Witzel é o medo à própria cidade instalado na população. Segundo a pesquisa, 69% dos cariocas gostaria de mudar de cidade. Um dos principais fatores para estas estatísticas são as milícias: 86% dos entrevistados afirmam ter medo desses grupos, alguns dos quais parecem ter ligações com a família Bolsonaro.

Desde que assumiu o governo do Rio de Janeiro, o ex-juiz federal Wilson Witzel iniciou uma política de segurança baseada em operações com helicópteros atirando indiscriminadamente nas favelas, e também com a atuação de franco atiradores próximos a essas regiões. Tais procedimentos tem levado a um aumento do número de mortes de inocentes, incluindo crianças, como foi o caso da menina Ághata Félix, em setembro.

A pesquisa do DataFolha foi encomendada pelos diários Folha de São Paulo e O Globo, e entrevistou 872 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.


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