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27 de janeiro de 2020, 10h41

75 anos de libertação de Auschwitz é marcado por tentativa de revisionismo histórico

Rússia e Polônia trocam acusações sobre a história da Segunda Guerra. Putin foi excluído de evento no Memorial do Holocausto, em Yad Vashem, em Israel, após apontar a Polônia como um dos países responsáveis pelo início do conflito

Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Andrzej Duda, presidente da Polônia (Montagem)

As celebrações sobre os 75 anos do Holocausto ganharam ares de confrontação nesta segunda-feira (27), devido à exclusão do presidente russo Vladimir Putin da lista de chefes de Estado convidados para o evento realizado no antigo campo de concentração de Auschwitz-Birkenay, na Polônia. A cerimônia lembra a libertação dos presos naquele centro de tortura por parte do Exército soviético, que ocorreu no dia 27 de janeiro de 1945.

A ausência de Putin se daria como represália do presidente polonês Andrzej Duda, por sua exclusão da lista de oradores da cerimônia ocorrida na quinta-feira (23), no Memorial do Holocausto, em Yad Vashem, em Israel.

Segundo Duda, “não se entende a razão pela que o presidente da Rússia, o presidente da Alemanha, o presidente da França, os representantes do Reino Unido e dos Estados Unidos falem em tal lugar, por ocasião deste grande aniversário, e o presidente da República da Polônia não possa se expressar”.

Duda também contestou as recentes declarações de Vladimir Putin, que teria apontado a Polônia como um dos países responsáveis pelo início da Segunda Guerra Mundial. “(Putin) contradiz completamente a verdade (…) e tenta falsificar a história da Segunda Guerra Mundial”, afirma o mandatário polaco, que recordou que cerca de 6 milhões de pessoas morreram em seu país durante o conflito bélico.

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